Economista alerta para crise e diz que Bitcoin não é salvação porque não tem controle estatal

"O Bitcoin pode causar um desastre de proporções catastróficas", disse.

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Bitcoin caindo no chão e quebrando crise
Bitcoin caindo no chão e quebrando

Uma crise mundial gigantesca está chegando, alertou um economista brasileiro que acredita que o Bitcoin não é a salvação para o problema.

De fato, ele acredita que o Bitcoin pode piorar a crise, visto que é uma moeda privada sem controle do estado. A fala é do economista José Carlos de Assis, em sua coluna de opinião no Diário do Centro do Mundo (DCM), um jornal digital político de esquerda no Brasil.

Na visão de José, os bancos centrais estão imprimindo rios de dinheiro para controlar a crise e o desemprego, principalmente nos Estados Unidos. Segundo o economista, o controle do sistema financeiro é desafiador, “um bicho complexo”, que move-se por percepções e não fatos e decisões.

Ele lembrou que uma quebra de uma bolsa de valores acontece quando os negociantes acreditam nessa situação e não por um descontrole na oferta e demanda. Quando algo assim acontece, José acredita que o caos está instaurado, afetando a economia real e que não há remédio contra isso.

Em seu longo texto, o colunista do DCM ainda tirou um tempo para explicar sua visão sobre o Bitcoin neste papel.

Economista brasileiro acredita em crise gigantesca, mas Bitcoin não será salvação como acreditam algumas pessoas

Para José Carlos de Assis, o Bitcoin é uma moeda privada sem controle estatal e que vive em um universo paralelo ao do mercado financeiro globalizado. Para ele, essa tecnologia pode desencadear um desastre de proporções catastróficas.

Ele acredita que o Bitcoin é uma pirâmide financeira, ou seja, quem entra antes sai primeiro e os mais novos pagam para que os veteranos se mantenham. Considerando este uma febre especulativa, os negociantes de BTC sentem que haverá uma alta sem limites no mercado.

Contudo, a percepção desses especuladores acabam caindo, assim como nas bolsas de valores, acredita o economista. Com essa situação, afirmou José, o Bitcoin segue na “direção das cinzas, inevitavelmente”.

Em continuação ao seu ataque a tecnologia, o economista ainda declarou que em um colapso global os bancos centrais não vão conseguir salvar o Bitcoin, visto que não exercem controle sobre ele.

Estados Unidos está causando crise com impressão de dinheiro acredita economista

Em relação à crise, Assis acredita que essa impressão de dinheiro causará a perda de valor da moeda dos Estados Unidos, o Dólar, com consequências na China e Europa, que deverão reagir.

Ele lembrou quem 1979 os Estados Unidos aumentou a taxa de juros repentinamente para 21%, o que sugou a liquidez global para o país. Contudo, a crise se instalou na Europa e outros países, como o Brasil, que tiveram um aumento da dívida pública.

Para o economista, a situação é agravada por um custo político, que no Brasil está sendo calculado pelo Banco Central e o Ministro da Economia Paulo Guedes. Assim, ele acredita que os aumentos recentes da taxa de juros estão sendo feitos para combater a crise no país, mas segue sendo acompanhada pela ameaça de Lula, que segundo Assis se aproxima do Planalto.

Com crise econômica e política, “Bitcoin está explodindo no Brasil”

Para o economista de esquerda no Brasil, a crise no país deveria afastar as pessoas do Bitcoin, que seria uma aposta especulativa que corre risco em situações de vulnerabilidade como essa atual.

Contudo, “a” Bitcoin está explodindo no Brasil, causando ainda riscos, vistos em recentes operações feitas pela Polícia Federal, que derrubou golpes que usaram a imagem da moeda. Ele acredita que essa situação deverá causar uma crise gigantesca no país.

Uma das situações apontadas para Assis é que uma pessoa que perde dinheiro com o Bitcoin e deve a bancos, deixa de pagar sua dívida. Várias situações como essa quebrariam os bancos, causando colapso no Brasil.

Ele lembrou que até o papa Francisco condena a especulação, que no caso do Bitcoin é o limite extremo.

O ataque do economista, publicado no último dia 20 de setembro no DCM, não foi o primeiro feito no Brasil por quem defende o controle do banco central e bancos sobre o dinheiro, mas chamou atenção da comunidade Bitcoin nacional.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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