Empresas compraram Bitcoin em 2020, declara COO da Ripio

Movimento institucional pode ter sido o destaque de 2020, para o passado e futuro.

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Será que o forte movimento de alta do Bitcoin em 2020 diferiu do visto em 2017? De acordo com o COO da Ripio, sim, pois em 2020 as empresas compraram mais criptomoedas no mercado.

Na época de 2017, quando o Bitcoin se aproximou de 20 mil dólares, o movimento foi de pequenos investidores. Contudo, em 2020, empresas como a MicroStrategy, PayPal e Square, por exemplo, ditaram o ritmo global dos negócios.

O movimento de pequenos investidores, entretanto, também voltou a ser forte. A corretora Ripio, com atuação em vários países da América Latina, teria até ultrapassado a marca de 1 milhão de cadastrados.

Ou seja, o preço do Bitcoin volta a chamar atenção no ano, mesmo com a queda recente.

Em participação na LaBitconf, COO da Ripio vê movimento de empresas comprando Bitcoin em 2020

A edição de 2020 da LaBitconf, um dos maiores eventos de Bitcoin da América Latina, chama atenção nos últimos dias. Em edição virtual, por conta da pandemia da COVID-19, o encontro reuniu líderes de corretoras dos países sul-americanos.

Para participar do painel “Panorama da Compra e Venda na Região”, um dos convidados foi Andres Fleischer, COO da Ripio. De acordo com ele, as compras de Bitcoin em 2020 foram feitas em grande parte por empresas.

Ou seja, diferente de 2017, o movimento de compra, pelo menos na América Latina, pode ter sido conduzido por dinheiro institucional. Essa realidade é esperada pela comunidade Bitcoin há alguns anos e poderia ser importante para conduzir a tão sonhada adoção em massa da moeda digital.

Apesar disso, houve ainda mais cadastros na Ripio em 2020 de pequenos investidores. Segundo Andres, a Ripio já superou a marca de 1 milhão de clientes, com parte do movimento acontecendo nos últimos meses.

Outro participante, o brasileiro Rocelo Lopes, CEO da Stratum, afirmou que a preferência de 2020 não foi o Bitcoin, mas sim o Tether. Em dados recentes revelados pela Receita Federal do Brasil, a criptomoeda preferida nas corretoras locais tem sido a stablecoins lastreada em Dólar.

Movimento institucional na região contrasta com visto nos Estados Unidos e pressiona o preço do Bitcoin

Se a alta demanda institucional por Bitcoin na América Latina é uma realidade, a região vive momentos de contraste com empresas dos Estados Unidos. Vale o destaque que o preço do Bitcoin tem sido impulsionado pela compra, movimento que deve continuar.

No caso mais emblemático que é o da MicroStrategy, o CEO da empresa, Michael Saylor, afirmou que pretende pegar um empréstimo para comprar mais Bitcoin. As condições para que a empresa pegue o empréstimo foram reveladas nesta quarta-feira (9).

A MicroStrategy pretende emitir notas públicas de dívida para captar U$ 550 milhões. Quem comprar as notas, que terão vencimento em 2025, receberão 0,75% ao ano.

Ou seja, a MicroStrategy, que já comprou mais de U$ 400 milhões de Bitcoin, pretende comprar mais moedas, tudo isso para compor sua reserva de valor. Com o movimento, a empresa acredita fortemente em uma derrocada na economia global com o Bitcoin sendo o ativo que deverá ter melhor desempenho.

Cabe o destaque que o Bitcoin precisaria de valorizar “apenas” 3% até 2025 para que a MicroStrategy pague a promessa dessas notas. Alguns da comunidade afirmaram que a MicroStrategy oferece poucos juros pelo empréstimo, menores até que os vistos em DeFi (alguns entre 6 e 11% ao ano). Mesmo assim, a empresa espera captar o valor até na próxima sexta-feira (11). Caso consiga, mais Bitcoin será adicionado aos seus cofres em breve.

Com ampla adoção institucional a caminho, até a recente queda do Bitcoin, que levou o preço da moeda próximo de U$ 18 mil nos últimos dias, poderá reagir. O volume de compra das empresas, até então, é o principal destaque de 2020 até aqui, em toda a América.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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