Cerca de US$ 4 bilhões em empréstimos para mineradores estão para ser liquidados

De acordo com Luka Jankovic, chefe de empréstimos da Galaxy Digital, os mineradores estão "passando por um momento de dor"

Mineradora de Bitcoin.
Mineradora de Bitcoin.

Enquanto o recente bear market está bem claro no preço das criptomoedas, essa queda tem sido preocupante em setores que não são muito notáveis. Um dos exemplos disso é como a crise vem prejudicando o setor da mineração, com mineradoras vendendo seus equipamentos e agora um aumento na pressão para pagamentos de US$ 4 bilhões em empréstimos feitos por empresas do setor.

De acordo com dados obtidos pela Bloomberg, a recente tendência de queda do preço Bitcoin está dificultando para alguns mineradores o pagamento de até US$ 4 bilhões em empréstimos garantidos por seus equipamentos, esse déficit e dificuldade de pagamento pode representar um risco potencial para os principais credores de criptomoedas.

Segundo as informações um número crescente de empréstimos estão em “área de risco”, com muitas mineradoras e equipamentos que foram aceitos como colateral desses empréstimos caindo consideravelmente no valor, além, é claro, da queda considerável no preço das criptomoedas.

Apenas alguns mineradores deixaram de pagar seus empréstimos até agora, mas as vendas recentes estão mostrando sinais de dificuldades em players maiores dessa indústria.

A Core Scientific vendeu mais de 2.000 bitcoins em maio para ajudar a cobrir os custos operacionais.

Enquanto isso, a Bitfarms vendeu quase metade de seus bitcoins minerados no início deste mês para pagar parte de seu empréstimo de US$ 100 milhões com a Galaxy Digital Holdings Ltd, despejando no mercado mais de 3 mil bitcoins.

Ainda assim, ela também fez outro empréstimo com colateral em suas mineradoras com o New York Digital Investment Group LLC.

No entanto, apesar da situação não estar tão grave para esses nomes maiores, analistas afirmam que se a coisa não melhorar é possível que os efeitos da crise na mineração seja mais devastadora no futuro.

A venda de reservas de bitcoin pressiona ainda mais os preços e o custo do equipamento pode cair ainda mais se os credores, que procuram recuperar suas perdas com a falta de pagamento dos empréstimos, começarem a liquidar as máquinas.

Isso pode ser sentido em alguns equipamentos do criptomercado, com o valor da plataforma de mineração S19 da Bitmain, uma das mais vendidas, caindo cerca de 47% em relação a uma alta de aproximadamente US$ 10.000 em novembro, segundo dados da Luxor Technologies Corp.

De acordo com Luka Jankovic, chefe de empréstimos da Galaxy Digital, os mineradores estão “passando por um momento de dor”

“Muitas operações passaram a ter renda líquida negativa nesses níveis de preço.

Os valores das máquinas despencaram e ainda estão no modo de descoberta de preços, o que é agravado por preços de energia voláteis e oferta limitada de espaço e rack”.

O artigo do Bloomberg argumenta que os mineradores que colocaram seus equipamentos como colateral acreditavam que estariam em um momento melhor atualmente, mas a recente queda prolongada realmente atrapalhou esses planos e podem representar mais riscos no futuro caso a mineração continue sendo diretamente afetada como agora.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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