Especialista em criptomoedas é suspeito de participar de sumiço de esposa de milionário

Caso aconteceu no final de 2018, em Oslo, na capital da Noruega.

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Anne-Elisabeth Falkevik Hagen, 69. Imagem: Reprodução/YouTube

Anne-Elisabeth Falkevik Hagen, 69, é esposa de um dos homens mais ricos da Noruega. No final de 2018, ela desapareceu de sua casa, em Oslo, capital do país. No local, a polícia encontrou marcas de sangue e um bilhete com um pedido de resgate, no valor de US$ 9,5 milhões (R$ 54,3 milhões). O montante deveria ser pago em criptomoedas.

O caso virou obsessão no país, conhecido por ter um dos menores índices de homicídios do mundo. No meio da investigação, o marido de Anne, Tom Hagen, 70, foi apontado como o principal suspeito pelo crime. O suposto sequestro passou a ser tratado como possível homicídio. A defesa do milionário nega qualquer envolvimento.

Nesta semana, o caso ganhou mais um personagem. De acordo com reportagem do The New York Times, um especialista em critpomoedas foi apontado pela polícia norueguesa como suspeito pelo crime, que completou 18 meses em abril.

Especialista em critpomoedas foi preso, mas liberado em seguida

Segundo a matéria, o especialista em critpomoedas foi acusado de ter participado do sumiço da esposa do milionário. O nome dele não foi revelado para a mídia. Ele foi preso no início deste mês, mas ficou apenas dois dias na cadeia.

Hagen também foi preso no mesmo período, mas também foi liberado na sequência. Não foi divulgado se há algum tipo de parceria entre ele e o novo suspeito.

O advogado Svein Holden, que defende Hagen, disse que o “expert” em criptomoedas queria fazer negócio com seu cliente, o que não ocorreu. A recusa da parceria pode ter ocasionado o sequestro – ou homicídio. A polícia investiga todas as possibilidades.

Criminosos pediram resgate em Monero

No final de 2018, quando os supostos criminosos sequestraram Anne – ou tiraram sua vida –, eles pediram que o pagamento do resgate fosse feito em Monero (XMR), criptomoeda focada em privacidade e descentralização. O ativo digital completou seis anos em abril.

Nas semanas seguintes ao sumiço da mulher, a família e a polícia chegaram a negociar com os bandidos, enviando pequenas quantidades de bitcoins. Em julho, cerca de US$ 1 milhão (R$ 5,7 milhões) – em btc – foi transferido para os criminosos.

Na época, os sequestradores prometeram que, após o recebebimento da quantia em criptomoedas, provariam que a mulher ainda estava viva. Não foi o que aconteceu. O mistério continua e até hoje ninguém sabe exatamente o que ocorreu com Anne.

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Lucas Gabriel Marins
Jornalista desde 2010. Escreve para Livecoins e UOL. Já foi repórter da Gazeta do Povo e da Agência Estadual de Notícias (AEN).
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