O ex-Ministro Paulo Guedes foi apontado pelo Jornal Metrópoles nesta quinta-feira (24) como um dos responsáveis pela assessoria da OnilX, do Grupo Onil, uma empresa de criptomoedas que agora recebe acusações públicas de calote em investidores do Paraná e de todo o Brasil.
De acordo com as informações publicadas na Coluna do jornalista Tácio Lorran, Guedes atuava em parceria com o grupo ao dar palestras e consultorias.
Além disso, ele aparecia em vários materiais de marketing da OnilX, que atuava com a promessa de 2,8% de rendimentos ao mês, antes de ser alvo de um stop order pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O colunista ainda apurou a existência de uma foto do ex-ministro de Jair Bolsonaro ao lado do fundador da empresa, Fábio Lino, cuja descrição apontava que Guedes dava visão e direção ao negócio.
“Apesar da ativa relação, Paulo Guedes não consta no quadro societário do grupo. Procurado, ele não quis se manifestar. Fábio Lino também não explicou os parâmetros da contratação do ex-ministro da Economia nem se pronunciou sobre os processos judiciais contra a empresa“, diz trecho apurado por Lorran.
A reportagem do Livecoins também não conseguiu contato com Guedes e nem com a OnilX, mas o espaço segue em aberto para manifestações de ambas as partes.
Onilx já não honra mais saques e Reclame Aqui explodiu
Com 580 reclamações registradas no Reclame Aqui, a Onilx recebe na página o status de Não Recomendada e já não responde os seus clientes. Isso porque, apuração do Livecoins indica que a empresa respondeu pela última vez na plataforma no dia 19 de agosto de 2026, ou seja, mais de um mês.
Desde então, muitos funcionários já não trabalham mais na empresa, que acumula centenas de processos na justiça brasileira, alguns até coletivos. Assim, o atendimento aos clientes piorou com a falta de suporte, também indicada em queixas públicas de investidores da empresa.

Vale destacar que a empresa chegou a dizer que operava como corretora de criptomoedas após o alerta da CVM, mas não demorou a encerrar os saques. Os investidores seguem no aguardo de informações da empresa e de Lino sobre os seus valores travados.