Exchange perde US$ 190 milhões após CEO morrer sem revelar senhas

O CEO da Quadriga CX era a única pessoa com acesso às senhas dos fundos de investimento da exchange. Com a sua morte, US$ 190 milhões em ativos digitais foram perdidos.

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Após a exchange de criptomoedas Quadriga CX revelar a morte inesperada do seu fundador, Gerald Cotten, no dia 9 de dezembro, uma segunda notícia explodiu como uma bomba sobre os usuários da exchange: o CEO era a única pessoa com acesso às senhas dos fundos de investimento e, ao que parece, levou consigo a última possibilidade de acessar US$ 190 milhões em ativos digitais.

De acordo com um pedido judicial apresentado em 31 de janeiro à corte da Nova Escócia, a viúva Jennifer Robertson revelou que todo o sistema e e-mails utilizados por Cotten durante os cinco à frente da empresa estão criptografados.

Temendo ataques externos, o CEO assumiu a responsabilidade pelo setor financeiro da Exchange, bem como o manuseio dos fundos de criptomoedas. Por fim, transferiu a maior parte das moedas digitais para uma carteira fria, um modo mais seguro de armazenamento por ser off-line.

Com apenas 30 anos, Cotten morreu na Índia por complicações da Doença de Crohn. Desde então, a viúva Jennifer Robertson juntamente com uma equipe de especialistas estão tentando “invadir” os computadores e telefones celulares do fundador da Quadriga CX, a fim de resgatar a quantia depositada na cold wallet (carteira fria), mas até o momento sempre se deparam com a mesma mensagem: “acesso limitado”.

“Após a morte de Gerry, o estoque de criptomoedas da Quadriga se tornou indisponível e parte dele pode ser perdida, disse Robertson no processo, acrescentando que o acesso da casa de câmbio à moeda foi “severamente comprometido”.

Proteção contra credores

A bolsa, que deve aos usuários cerca de US$ 190 milhões em moeda fiduciária e criptomoedas, entrou, no dia 31 de janeiro, com um pedido de proteção contra credores, por não ter como acessar o fundo de investimento.

A informação foi divulgada pelos diretores da Quadriga CX que afirmaram estar “trabalhando extensivamente para resolver nossos problemas de liquidez”. O breve comunicado ainda destaca que apesar das ações para localizar as “reservas muito significativas de criptomoedas”, necessárias para cobrir o depósito dos clientes, “infelizmente, esses esforços não foram bem-sucedidos”.

Com a perda praticamente certa, alguns usuários estão levantando especulações nas redes sociais sobre a honestidade da empresa acrescentando que a Quadriga CX não passava de uma farsa. Há um grupo que pede ações judiciais coletivas e um coro invocando teorias conspiratórias, no qual a morte de Cotten é questionada.

Segundo a Bloomberg, a especulação mais recente sugere que os fundos da exchange estão sendo movimentados, mesmo com a empresa enfatizando a falta de acesso às carteiras.

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Camila Marinho
Camila Marinho é jornalista, com passagem por jornais impressos e outros portais com foco em criptomoedas. Acredita que a tecnologia blockchain é como o fogo dado por Prometeu à humanidade. Cresceu sob o sol da Bahia e hoje vive no frenesi do centro de São Paulo.
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