FBI invade site da Al-Qaeda e apreende criptomoedas

O FBI conseguiu invadir sites dos grupos terroristas Hamas e Al-Qaeda e apreendeu criptomoedas

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Terrorista não usam cripto
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De acordo com informações do Departamento de Justiça dos EUA as autoridades do país realizaram uma ação contra campanhas para arrecadar fundos para organizações terroristas do Oriente Médio.

Milhões de dólares em criptomoedas foram apreendidos em uma ação contra os grupos Al-Qaeda, Estado Islâmico e o al-Qassam (ala paramilitar do Hamas).

“É a maior apreensão de criptomoedas para grupos terroristas na história do país.”

Os membros da força tarefa também conseguiram controle de mais de 300 contas de criptomoedas, quatro sites e quatro páginas do Facebook que promoviam as campanhas de arrecadação.

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“As redes terroristas têm se adaptado às novas tecnologias, conduzindo transações financeiras complexas no mundo digital, incluindo através das criptomoedas.” Disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

A operação foi realizada por uma força tarefa que contou com a presença de diferentes agências dos EUA, incluindo a Receita Federal (IRS), o Departamento de Segurança Interna, o FBI e a Promotoria de Washington.

O Hamas contava com uma forma sofisticada de receber as doações em Bitcoin, tentando garantir sempre mais anonimato para os doadores. Segundo as informações, o grupo criou um site dedicado para as doações em Bitcoins e cada doador recebia um endereço único para enviar a moeda digital, impossibilitando o rastreio dos valores.

Membro da ala paramilitar do Hamas, considerado um grupo terrorista pela Otan.

No entanto, o FBI conseguiu hackear o site por um tempo, assumindo controle de cerca de 150 endereços usados para as transferências em Bitcoin, antes de enviar os valores para uma carteira controlada pelo governo dos EUA.

O documento divulgado pelo Departamento de Justiça também indica que os grupos terroristas criaram canais do Telegram para ensinar como pessoas podem doar para as campanhas de arrecadação sem alertar às autoridades.

“Em alguns casos, esses canais se passavam por instituições de caridade, mas estavam na verdade solicitando abertamente fundos para ataques terroristas violentos. Por exemplo, uma das postagens de uma instituição de caridade pedia dinheiro para poder armar terroristas na Síria.”

Enquanto controlar os recursos do Hamas foi possível, a força tarefa não conseguiu recuperar as criptomoedas enviadas para a al-Qaeda e Estado Islâmico. Alguns acreditam que os valores enviados para esses grupos podem chegar na casa dos US$ 300 milhões (R$ 1.6 bilhão).

No entanto, vale mencionar que a principal fonte de financiamento desses grupos terroristas vem do dinheiro fiduciária e não das criptomoedas. Diversos grupos terroristas, incluindo o EI e o a Al-Qaeda em seu começo, foram financiados pelos EUA e pela Reino Unido, muito antes do Bitcoin existir.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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