Corretora de Bitcoin brasileira passa por manutenção de emergência após tentativa de ataque

Incidente expôs alguns dados que ainda estão sendo apurados.

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Hacker frustrado com seu computador
Hacker frustrado com seu computador

A corretora brasileira FlowBTC passou por uma manutenção não programada nos últimos dias após uma tentativa de ataque hacker em seus sistemas.

Um cliente da corretora entrou em contato com o Livecoins e narrou que a situação  começou no último sábado (14). De acordo com um e-mail enviado aos clientes, a FlowBTC estava passando por instabilidades e entraria em uma manutenção não programada.

FlowBTC passou por momentos de instabilidade e entrou em processo de manutenção tentativa ataque
FlowBTC passou por momentos de instabilidade e entrou em processo de manutenção/Reprodução

Inicialmente, a FlowBTC iria demorar até 24 horas para concluir sua manutenção, que terminaria então no último domingo (15). Contudo, nessa data os clientes receberam um novo e-mail da equipe técnica da corretora brasileira, que informou que o tempo necessário seria maior.

Manutenção demorou mais tempo para ser finalizada e corretora alertou os clientes ataque
Manutenção demorou mais tempo para ser finalizada e corretora alertou os clientes/Reprodução

De acordo com o CointraderMonitor, a FlowBTC registrou um volume de 0,132 bitcoins negociados nas últimas 24 horas, ocupando a posição 27 dentre 31 corretoras do mercado brasileiro. Mas no mercado, essa empresa atua desde 2015, conhecida por muitos traders antigos do país.

Corretora brasileira faz manutenção de emergência após tentativa de ataque hacker

Chegando na última segunda-feira (16), a FlowBTC afirmou aos seus clientes que a manutenção de emergência após a tentativa de um ataque hacker havia sido concluída com sucesso. Assim, a plataforma voltou a ficar livre para negociações novamente.

Nota sobre o fim de atualização de emergência da corretora brasileira
Nota sobre o fim de atualização de emergência da corretora brasileira/Reprodução

Contudo, um dia após o fim da manutenção e a disponibilização da plataforma para os clientes, um novo e-mail foi enviado para explicar a situação. De acordo com a FlowBTC, no último sábado, a empresa foi alvo de uma tentativa de ataque hacker, como tem ocorrido constantemente em operações pelo mundo.

A corretora brasileira afirmou que não houve falhas comprometedoras de seu sistema de segurança, com os serviços sendo temporariamente afetados. Além disso, a FlowBTC informou em novo e-mail, obtido pelo Livecoins com um cliente da corretora, que não houve vazamento de dados e nem de chaves privadas de criptomoedas.

“Dessa forma, todos os saldos de criptomoedas e reais continuam em total segurança.”

No entanto, a equipe de segurança informou que alguns dados pontuais acabaram sendo acessados pelo invasor, que ainda estão sob análise. A comunicação da corretora foi feita para seguir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impõe a comunicação e transparência sempre que uma vulnerabilidade é detectada.

Aos clientes, a FlowBTC ainda declarou que contratou uma empresa norte-americana para ajudar a avaliar os riscos de segurança de suas operações e melhorar sua segurança cibernética.

O Livecoins tentou contato com os responsáveis pela corretora para procurar entender mais sobre o que realmente aconteceu e quais são os possíveis danos já identificados. Vale notar que pelo site e redes sociais da FlowBTC nenhuma informação sobre o incidente foi encontrada.

Contudo, até o fechamento dessa matéria não houve retorno sobre o caso por parte da empresa e o espaço permanece em aberto.

Brasil tem sido alvo constante de ataques cibernéticos

De acordo com um relatório de cyberameaça da Kaspersky nesta quinta-feira (19), o Brasil foi o segundo país mais atacado nesta data, mostrando que empresas e pessoas do país estão sendo alvos frequentes de ações de bandidos pela internet.

Brasil tem sido região de constante interesse de bandidos virtuais
Brasil foi o segundo país mais atacado nesta quinta-feira (19)/Reprodução: Kaspersky

Com as operações do país sob a mira de ataques, com até corretoras de criptomoedas sendo alvos, é importante lembrar que o local mais seguro para guardar o Bitcoin é em carteiras seguras sem conexão com a internet, como as hardware wallets, por exemplo.

Nas últimas horas, a corretora Liquid do Japão acabou perdendo mais de R$ 400 milhões em um incidente de segurança, com pelo menos quatro criptomoedas sendo levadas da plataforma.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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