Fulano pagou milhões em NFT de macaco. Será mesmo?

Talvez a Moonpay tenha efetivamente pago pela compra após escolher o Bored Apes para “pegar carona” no sucesso da série de NFTs.

Um post do Neymar, com mais de 150 milhões de seguidores, tem um valor inestimável. Isso porque qualquer produto ou serviço indicado pelo ídolo do futebol se esgota em poucas horas.

Os patrocinadores chegam a pagar mais de 1 milhão de dólares por um único post. Engana-se quem acredita que todo conteúdo patrocinado deve ser evidenciado, especialmente quando não envolve setores regulados.

Afinal, quem seria responsável por fiscalizar o anúncio de uma plataforma de streaming de jogos? De fato, se não existir indícios de fraude, dificilmente algum desses influenciadores será punido por indicar algo.

Exemplo de anúncio sem distinção

O próprio Neymar, ou a empresa responsável por suas mídias sociais, divulgou a plataforma de streaming de jogos do Facebook. Nenhum ser humano racional acredita que o atleta faria esse patrocínio sem cobrar nada.

O post pago fica ainda mais evidente quando se analisa a qualidade das interações, contas verificadas respondendo “Vamoo🔥”, recebendo mais de 200 ‘likes’. Tais movimentações são típicas de fazendas de bots (bot farms) pagas para impulsionar o post.

Será que tudo é marketing pago?

Talvez não. Além da tradicional “troca de favores”, é possível que a atriz Reese Witherspoon tenha efetivamente gostado do livro “Unicorn Space” a ponto de fazer um publipost desse nível:

Enfim, em alguns casos, como o lançamento de uma plataforma de streaming de uma empresa avaliada em U$ 870 bilhões, fica claro que há um pagamento publicitário. Em outros, como a própria atriz Reese possui um “clube do livro”, as chances do post ser pago são menores.

Afinal, quem é o “dono” da conta na rede social?

A atriz Gwyneth Paltrow possui mais de 6 milhões de seguidores, além de ser mundialmente famosa. No entanto se analisarmos seus perfil na rede social Twitter, vamos encontrar algo bem estranho:

Além do grande período sem aparições, existem posts claramente promocionais de empresas altamente duvidosas. Curiosamente, todas na área de criptomoedas, o que também chama atenção.

Por esse motivo, sua “compra” do Bored Ape #6141, utilizado até como foto de seu perfil oficial no Twitter, levanta suspeitas.

A última negociação deste NFT ocorreu 3 meses atrás por 50 ETHs, ou U$ 228 mil. No final de janeiro, foi transferido para um novo endereço. De qualquer forma, o próprio post da “atriz” deixa claro que o gateway de pagamento Moonpay teve participação na empreitada.

Quem pagaria para divulgar NFTs?

Talvez a Moonpay tenha efetivamente pago pela compra após escolher o Bored Apes para “pegar carona” no sucesso da série de NFTs.

No entanto, é possível que algum grande detentor da coleção tenha “doado” o item sabendo que sua finalidade seria publicitária. Ou seja, sempre há algum interesse secundário nessas negociações.

Portanto, olho vivo!

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.

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