Funcionário público é pego minerando criptomoedas no trabalho e sofre processo

Servidor é programador no Departamento de Água e Esgoto do município do Interior Paulista.

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Funcionário público pego minerando criptomoedas. (Imagem: Reprodução / Freepick)
Funcionário público pego minerando criptomoedas. (Imagem: Reprodução / Freepick)

Um funcionário público municipal de Marília foi pego minerando criptomoedas no local de trabalho. Para apurar o caso, a corregedoria do município abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra ele.

A mineração é uma atividade essencial ao funcionamento das criptomoedas para garantir segurança para das redes descentralizadas. No entanto, o processo exige máquinas específicas para sua realização, como placas de vídeo ou ASICS.

Além disso, é necessário manter as placas em uma temperatura baixa, que pode ser feito com ar-condicionado também. De qualquer forma, os custos para manter a infraestrutura podem ser altos, dependendo dos equipamentos utilizados.

Nos últimos anos, empresas que pegaram funcionários realizando essa atividade sem permissão, acabaram demitindo eles.

Funcionário público de Marília minera criptomoedas no local de trabalho e é pego, PAD foi aberto para analisar o caso

O Departamento de Água e Esgoto de Marília (DAEM) descobriu que um funcionário estaria minerando criptomoedas no trabalho. Identificado apenas pelas iniciais de seu nome, L. M. G., seria um programador efetivo do município.

O caso foi parar no Recursos Humanos da administração municipal, que averiguou as denúncias. Há suspeitas que o servidor minerava criptomoedas com placas de vídeo no local, tendo instalado até um ar-condicionado portátil para refrigeração.

“Considerando que foi recebida denúncia pelo Setor de Recursos Humanos de que o servidor L.M.G. estaria minerando criptomoedas na sala em que exerce suas funções no DAEM, de forma ininterrupta, inclusive durante o horário de expediente, utilizando-se da energia do DAEM para seus equipamentos particulares, que incluem placa de vídeo, computador e ar-condicionado portátil, que permanecia voltado para os demais aparelhos utilizados na “mineração” para resfriá-los.”

Além disso, o programador teria aberto um buraco na parede do local de trabalho, para conectar a tubulação de seu ar-condicionado. Para apurar a denúncia, o departamento chegou a contratar um funcionário de uma empresa terceirizada, que foi ao computador do servidor público investigar as atividades, com a desculpa de uma manutenção preventiva.

Servidor deixava até o computador ligado fora do horário de expediente e obteve enriquecimento ilícito, afirma processo

Após a primeira investigação, a prefeitura resolveu ir a fundo no caso, enviando funcionários de TI para filmar o computador após o expediente. Chegando no local, a equipe constatou que a mineração estava ocorrendo, gravando todo este funcionamento.

“O funcionário A.L.Z. informou que, ao adentrar na sala, o servidor L.M.G. se mostrou assustado e passou a fechar alguns programas, mas que foi possível averiguar a existência dos equipamentos, com fortes indícios da veracidade da denúncia recebida. Com a maior
solidez das informações e conforme orientação do servidor municipal E.Y. (responsável pela segurança da informação da Prefeitura), técnicos adentraram na sala ocupada pelo servidor após o horário do expediente e fizeram a filmagem que segue no pen-drive anexo. As imagens mostram o computador e os equipamentos ligados, com os programas de “mineração” funcionando.”

O programador ainda deixou no seu histórico da internet buscas de tutoriais, quando teria até assistido vídeos para aprender a minerar. Isso teria acontecido em 12 de março de 2021, ou seja, pouco mais de um mês do possível início de sua mineração, ele foi denunciado no RH da prefeitura de Marília.

Programador poderá perder emprego por crime de furto de energia da administração pública

O DAEM pede que ele seja investigado pelo furto de energia que cometeu do órgão público. Além disso, a corregedoria quer investigar se ele infringiu o artigo 27 da Lei Complementar n.º 680/2013, que trata do Código de Ética da Prefeitura de Marília.

“27) Empregar material do serviço público em atividade particular”, cita LC n.º 680/2013, prática também chamada de peculato.

A investigação será conduzida pela Corregedora municipal, Valquíria Galo Febrônio Alves, conforme publicação no Diário Oficial do Município de Marília na última sexta-feira (14). A publicação não deixou claro quais criptomoedas ele chegou a minerar, mas ele poderá até perder seu emprego caso a corregedoria veja o caso como crime contra a administração.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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