Gaeco apreende carteira de criptomoedas em Pernambuco

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois estados.

Gaeco de Pernambuco participa de Operação Game Over, apreendendo carteira de criptomoedas
Operação Game Over: Gaeco/MPPE, Sefaz e Polícias Civil e Militar cumprem mandados de busca e apreensão no Agreste e Zona da Mata - Fotos: AMCS

Na última terça-feira (21), a Operação Game Over marcou a primeira ação de uma força tarefa no estado do Pernambuco. Na ação policial, o Gaeco apreendeu uma carteira de criptomoedas dos suspeitos.

Segundo informações obtidas pela autoridade durantes as investigações, os alvos eram membros de uma organização criminosa que explora loterias eletrônicas, jogos de azar e bancas de apostas.

“Os alvos da Operação Game Over são os integrantes de uma organização criminosa que explora loterias eletrônicas, jogos de azar e bancas de apostas.”

Jogos de azar eram promovidos por suspeitos
Jogos de azar eram promovidos por suspeitos – Fotos: AMCS

Com o esquema ilegal, o grupo teria arrecadado dinheiro com a prática e acumulado um grande patrimônio.

Após início das investigações em 2018, Gaeco cumpre mandados contra empresas e pessoas

A Operação Game Over saiu as ruas na última terça para cumprir “17 mandados de busca e apreensão em desfavor de oito empresas e seis pessoas físicas”. Esses mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campina Grande (PB), Taquaritinga do Norte, Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Vitória de Santo Antão (PE).

Essa foi a primeira operação cumprida pela força-tarefa composta pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de Pernambuco (Gaeco/MPPE) e pela Diretoria Geral de Operações Estratégicas da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), com apoio do Ministério Público da Paraíba (MPPB), da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) e da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE).

Na ação, as investigações apontavam que a empresa “MARJOSPORTS” explora ilegalmente no Brasil apostas em jogos de futebol. Com os lucros milionários do esquema, a polícia chegou a conclusão que eram comprados imóveis e eram criadas empresas fictícias para lavagem de dinheiro e dar uma aparência de legalidade.

Pelo Facebook, a página da empresa tem 7 mil curtidas e informa que a sede da mesma é na ilha de Curaçao. Já pelo Instagram, a página da MarjoSports reúne 400 mil seguidores, deixando em destaque que é “um site licenciado”.

O que mais chama atenção, contudo, é que a empresa alvo da operação utiliza como garotos-progaganda o cantor Wesley Safadão e o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e o humorista Tirullipa, que estrelam uma campanha chamada “Super Bolão do Milhão“.

MarjoSports tinha como garoto propaganda Wesley Safadão
MarjoSports tinha como garoto propaganda Wesley Safadão /Reprodução
Ronaldinho Gaúcho falando para que as pessoas devem fazer aposta para final da Libertadores com empresa alvo de operação
Ronaldinho Gaúcho falando para que as pessoas devem fazer aposta para final da Libertadores com empresa alvo de operação /Reprodução
Tirulipa também é embaixador da MarjoSports
Tirulipa também é embaixador da MarjoSports /Reprodução

O Livecoins procurou a assessoria de Wesley Safadão, Ronaldinho Gaúcho, Tirullipa e da MajorSports para comentar sobre a operação do Gaeco, mas não recebeu retorno até o fechamento. Este espaço segue em aberto para manifestações deles sobre suas relações com a empresa alvo da operação.

O que disse o Gaeco sobre o caso?

O Gaeco também foi procurado para comentar sobre a fraude pelo Livecoins, respondendo há alguns questionamentos. Perguntado sobre quantas carteiras, criptomoedas e onde foram localizadas, o órgão disse apenas que “considerando se tratar de investigação em andamento, o Gaeco não poderá fornecer, neste momento, tais informações.”

A reportagem também perguntou sobre a origem das investigações, que o MPF declarou que “as investigações começaram com o recebimento de denúncias acerca da existência de organização criminosa envolvida em atividades de lavagem de dinheiro“.

O Livecoins perguntou também se os artistas garotos-propaganda são alvos de investigação. Em nota, o Gaeco disse que “não há, no âmbito da atuação que levou à deflagração da Operação Game Over, nenhuma investigação relacionada às pessoas mencionadas.”

Questionados se as redes sociais do grupo serão retiradas do ar, visto que contam com milhares de seguidores, em relação a esse ponto, o Gaeco informou que estão sendo estudadas as medidas necessárias.

Líderes em vida de luxo

Segundo informações divulgadas pelo Gaeco, a exploração da empresa por jogos de azar deu uma vida de luxo aos integrantes da quadrilha.

“A exploração de jogos de azar promovia um estilo de vida luxuoso para os integrantes da organização, em detrimento de outras modalidades de jogos permitidos que recolhem impostos que são transferidos para o bem comum da sociedade”.

Segundo nota do Gaeco, um dos alvos da operação foi a chácara do líder do grupo, na zona rural de Taguatinga do Norte, onde foram encontrados celulares e documentos que comprovam os ilícitos, além de máquinas caça-níqueis. Um bunker com 45 computadores que davam suporte a operação de jogos online do grupo também foi descoberto no local.

Em outros endereços, o Gaeco efetuou a apreeensão de documentos contábeis, cheques, telefones celulares, notebooks, material de propaganda, wallets de criptomoedas e dinheiro. A quantia mais relevante apreendida estava em um cofre na sede da empresa, de R$ 130 mil.

O MPPE não informou qual a quantidade de criptomoedas apreendida na ação.

Cofre de dinheiro em espécie foi a principal apreensão na operação Game Over no dia 21 de dezembro de 2021
Cofre de dinheiro em espécie foi apreendido na operação “Game Over” no dia 21 de dezembro de 2021 – Fotos: AMCS

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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