Goldman Sachs pede à SEC para criar ETF “DeFi”, mas não tem token DeFi

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Foto/Divulgação

O Goldman Sachs, um dos maiores bancos dos EUA e um nome reconhecido em todo o mundo, continua apostando em aventuras no criptomercado, dessa vez pedindo registro de uma ETF de “DeFi e Liquidez de Blockchain” à SEC. O ETF, no entanto, não possui nenhum token DeFi conhecido, mas sim ações de companhias de capital aberto.

O registro aponta que o fundo será chamado de Goldman sachs Inovate DeFi and Blockchain Equity e vai oferecer exposição a várias companhias que são focadas em diferentes aspectos da blockchain e das tecnologias da indústria de digitalização do sistema financeiro.

Um ETF é uma ferramenta muito importante para ativos financeiros de diferentes tipos. Para muitos o instrumento financeiro é um catalizador de grandes momentos de alta em diferentes ativos e, no caso do DeFi não seria diferente, viabilizando o investimento no setor através das corretoras tradicionais de Wall Street.

Com isso há a possibilidade da adoção pelo criptomercado além da compra direta desses ativos, algo que é saudável para o setor. Um ponto interessante da proposta do Goldman Sachs é que o fundo estará atrelado ao preço das ações das companhias do criptomercado ao invés dos ativos em si. Isso pode aumentar a chance de aprovação pela SEC.

O registro também indica que o fundo vai investir aproximadamente 80% dos seus ativos no índice Solactive’s Decentralized Finance and Blockchain, que conta com a participação de ações da Nokia, Facebook, Mastercard, PayPal, Intel, Visa, Microsoft, Baidu, Tencent e muitas outras gigantes da indústria.

Apesar disso, para os puristas do criptomercado o fato de o fundo fundo não ter um único token DeFi é algo que incomoda, já que está longe da camada direta da indústria.

O ETF proposto vai ser gerenciado passivamente e vai focar em mercados de Hong Kong, Canadá, Suíça, Austrália, Alemanha, França, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e nos Países Baixos.

O interesse do Goldman Sachs no ETF é um ótimo sinal para todo o setor, já que demonstra que as instituições estão apostando cada vez mais e tendo mais interesse nesse novo setor financeiro.

Infelizmente, vale lembrar que a SEC é bem negativa em relação a um ETF ligado ao criptomercado, tendo rejeitado várias vezes os muitos ETFs de Bitcoin desde 2017.

Com isso, há uma grande incerteza sobre a aprovação dessa, mas há uma grande certeza sobre o quanto o mercado está avançando.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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