Um homem de 25 anos confessou na segunda-feira (19) a autoria de uma fraude milionária com criptomoedas nos Estados Unidos. Elmin Redzepagic desviou recursos de investidores sob a promessa de lucros altos no mercado digital e perdeu todo o montante em uma casa de apostas.
O esquema operou entre maio de 2021 e março de 2025 no estado norte-americano de Connecticut. Dados do Departamento de Justiça apontam um prejuízo líquido de US$ 1,15 milhão causado a mais de dez vítimas.
Perante a juíza federal Kari Dooley, o réu admitiu que jamais aplicou o capital captado no mercado financeiro. Todo o dinheiro abastecia contas na plataforma de jogos Stake para financiar apostas de alto risco.
Falso gestor inventou “taxas de rede” e chefe fictício para enganar clientes e não liberar pedidos de saques
Durante quase quatro anos, o jovem se apresentou ao público como um especialista em criptoativos capaz de multiplicar patrimônios. Logo após receber os aportes iniciais, o golpista informava às vítimas sobre a conquista de rendimentos expressivos nas operações.
Para liberar o resgate desse lucro fictício, o operador exigia novos depósitos sob o pretexto de quitar taxas de transação conhecidas como gas fees. Nas conversas com os clientes, o rapaz dizia integrar uma equipe liderada por um misterioso gestor apelidado de “The Chef“.
Esse suposto líder decidia quem receberia os pagamentos e definia o momento exato da liberação dos saldos. Contudo, a investigação federal provou que a estrutura corporativa não passava de uma farsa para extrair mais dinheiro do grupo.
Agentes descobriram que o criminoso utilizava a própria plataforma Stake para gerar endereços de carteiras de bitcoin. Os investidores transferiam as moedas para esses códigos sem saber que enviavam fundos direto para o cassino virtual.
Mentiras para receita federal e lavagem internacional agravam pena na Justiça
Além de reter os depósitos na casa de apostas offshore, o fraudador usava o site de jogos para enviar repasses parciais aos clientes. Tais transferências pontuais serviam para manter a aparência de normalidade do negócio enquanto a banca consumia o saldo principal.
O cerco contra a farsa avançou em setembro de 2023, época em que investigadores da Receita Federal norte-americana (IRS) interrogaram o suspeito. Naquele depoimento oficial, o morador da cidade de Wolcott prestou várias declarações falsas aos policiais para ocultar o destino dos bitcoins.
Autoridades efetuaram a prisão do acusado em 12 de fevereiro de 2026 após o rastreamento completo das transações financeiras. Desde então, o réu responde ao processo em liberdade mediante a assinatura de uma fiança fixada em US$ 500 mil.
Somadas todas as infrações admitidas na corte, a condenação máxima possível atinge a marca de sessenta e cinco anos de cárcere. A magistrada responsável pelo caso agendou a leitura da sentença definitiva para o dia 11 de janeiro de 2027.