Governos imprimiram US$ 12 trilhões em 2020, diz ONU

ONU alerta que grande parte do dinheiro “dado” pelos governos foi investido na compra de ativos financeiros e não em investimentos fixos que poderiam proporcionar a geração de empregos e o crescimento econômico.

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ONU/Pixabay

De acordo com um relatório sobre a situação e perspectivas da Economia Mundial em 2021 elaborado pela ONU, governos em todo o mundo tiveram que ligar suas impressoras, pondo em ação o maior plano de estímulo econômico que o mundo já viu. Foram cerca de 12,7 trilhões de dólares injetados na economia mundial para amenizar o impacto da crise causada pela pandemia.

Segundo o relatório de 198 páginas, a pandemia atingiu todo o mundo e o vírus infectou mais de 90 milhões de pessoas, causando cerca de 2 milhões de mortes. O relatório da ONU aponta que “os governos de todo o mundo responderam rapidamente e com coragem para evitar o contágio econômico da crise e os pacotes de estímulo fiscal e monetário foram lançados rapidamente para salvar a economia.”

Para a ONU, apesar dos bancos centrais injetarem dinheiro na economia e manter as taxas de juros baixas e assim reduzir o impacto da crise, infelizmente eles não foram eficazes em cumprir as metas de inflação. 

Outro ponto importante destacado pelo relatório da ONU foi a grande liquidez do mercado e um cenário de baixa inflação abriu oportunidades para que os mercados financeiros assumissem riscos criando uma grande bolha financeira que pode ocasionar uma instabilidade financeira.

A ONU alerta que grande parte do dinheiro “dado” pelos governos foi investido na compra de ativos financeiros e não em investimentos fixos que poderiam proporcionar a geração de empregos e o crescimento econômico. A dívida pública total mundial atingiu o nível recorde de US$ 9,9 trilhões em 2020. “A ONU alerta que este é o maior aumento da dívida pública após a Segunda Guerra Mundial”.

Para a ONU, a crise piorou a pobreza e a desigualdade, no relatório ela explica que serão 131 milhões de pessoas vivendo em condições precárias, e 797 milhões de pessoas na pobreza extrema até 2030.

Fortalecimento do Bitcoin e a fraqueza do dólar

O especialista em criptomoedas, Daniel Kim, no documentário “Modo seguro de dinheiro saudável”, lançado em abril do ano passado, falou sobre como as consequências econômicas da pandemia vão afetar o mundo nos próximos anos.

Ele alerta que os governos estão imprimindo dinheiro sem nenhum critério, justificando apenas a luta contra a pandemia. Ele explica que essa impressão monetária indiscriminada aliado ao alto gasto público será o estopim para uma hiperinflação

Para Kim, o cenário econômico atual é de hiperinflação e de um dólar fraco, perdendo valor, para ele as pessoas precisam buscar novas fontes independentes que atuem como reserva de valor, como o Bitcoin e outras criptomoedas.

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Diego Marques
Começou em 2016 como um dos primeiros redatores do Guia do Bitcoin. Diego tem preferência por notícias que podem influenciar o preço das criptomoedas, mas também gosta de escrever curiosidades do cripto-universo.
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