Hacker diz ter R$ 35 bilhões em bitcoin, mas quer levar uma vida normal

Apesar de sua fortuna o hacker afirma que ainda trabalha diariamente de segunda a sexta-feira, das nove da manhã até às cinco da tarde. Segundo Gummo, seu desejo sempre foi ter uma vida normal.

Hacker Gummo
Hacker Gummo em conversa com Soft White Underbelly. Fonte: YouTube/Reprodução.

Contando a história de sua vida em uma série de dois vídeos para o canal Soft White Underbelly, o hacker chamado Gummo revelou possuir cerca de 7 bilhões de dólares (R$ 35 bi) em bitcoin. Apesar da fortuna, Gummo afirma que trabalha de segunda a sexta-feira conforme busca levar uma vida normal.

No primeiro vídeo, publicado em 2020, Gummo lembra de ter tido uma infância difícil, especialmente pela sua condição financeira na época e pelo falecimento de sua mãe que cuidava sozinha dele e seus irmãos.

Continuando, o hacker afirma que seu interesse por computação acabou tornando-se um escape para tal situação, onde desenvolveu habilidades de programador.

Mais tarde, Gummo conheceu outros hackers e começou a aprender sobre como fazer ligações telefônicas de graça usando uma técnica chamada Phreaking com apenas 14 anos.

“Toda a minha existência dependia da minha vontade de me certificar de que eu estava cuidando de mim mesmo. Aos 15 anos aprendi a reprogramar cartões de crédito para usá-los em lojas e caixas eletrônicos.”

Seguindo, o hacker conta que aprendeu diversos truques para conseguir sobre viver, indo desde um simples truque usando um ímã para abastecer o seu carro de graça até técnicas mais avançadas como engenharia social para conseguir comer.

Anos mais tarde, Gummo e um amigo ganharam 10 milhões de dólares após hackearem o sistema da DirecTV, um serviço de televisão por satélite, por alguns anos. Entretanto, a dupla foi descoberta e o hacker precisava escolher entre ir para a cadeia ou usar suas habilidades para o bem, Gummo escolheu a segunda opção.

Gummo e o Bitcoin

Embora o fato de Gummo ser um hacker nos faça pensar que ele obteve seus bitcoins através de hacks, na verdade, ele conta que obteve seus primeiros 5.000 BTC, hoje equivalentes a R$ 1 bilhão), minerando através de um iMac. Sua jornada na mineração começou em 2010, poucos dias após ler o whitepaper do Bitcoin.

Nesta época a mineração ainda era feita por processadores (CPU), mais tarde evoluindo para placas de vídeo (GPU) e então para ASICs, usadas atualmente.

Entretanto, o hacker comenta que estava cada vez mais demorado para minerar um bloco conforme mais pessoas começavam a minerar, aumentando a dificuldade.

Foi então que ele decidiu comprar mais um computador, como contou no podcast BarCode, onde ao ser questionado se acreditava que o Bitcoin chegaria onde está hoje, respondeu que não fazia ideia.

“Pensei que seria como dinheiro de Banco Imobiliário, dinheiro de nerd. Senti que se fosse existir um dinheiro de nerd, eu deveria ter um pouco disso.”

Tendo trabalhado na construção de redes usadas pelas bolsas americanas Chicago Mercantile Exchange (CME) e New York Stock Exchange (NYSE), Gummo conta que conseguiu um investimento de 1 milhão de dólares, quando o Bitcoin estava valendo apenas U$ 200, para investir em mais computadores para mineração. Desta forma, afirma que em um ano e meio minerou quase 80.000 BTC.

Hacker bilionário quer ter uma vida normal

Já na segunda conversa com o canal Soft White Underbelly, Gummo afirma que possui mais de sete bilhões de dólares em Bitcoin, equivalente a 35 bilhões de reais ou 176.000 BTC.

“Sou bastante rico, não tenho que trabalhar se não quiser, tenho mais de sete bilhões de dólares em Bitcoin.”

Entretanto, apesar de sua fortuna o hacker afirma que ainda trabalha diariamente de segunda a sexta-feira, das nove da manhã até às cinco da tarde. Segundo Gummo, seu desejo sempre foi ter uma vida normal.

“Sempre quis viver uma vida normal, sempre quis saber como uma pessoa normal vive, acordando, pegando um trem e indo para o trabalho em um escritório no centro de Chicago”, relata Gummo. “Queria e ainda quero sentir isso, porém eu não consigo, ainda que eu tenha realizado essas coisas.”

Sobre seu atual paradeiro, o Twitter de Gummo contém algumas mensagens em português, bem como um relato sobre sua experiência com choques de chuveiros elétricos no Brasil, portanto, tudo indica que ele está em nosso país. Os dois vídeos de suas entrevistas estão disponíveis abaixo.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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