Itaú criará DeFi com stablecoins para o Banco Central do Brasil

Maior banco da América Latina foi o escolhido para criar solução.

O banco Itaú foi o escolhido pelo Banco Central do Brasil para criar uma solução DeFi com stablecoins, que deve ter paridade com o Real brasileiro. Essa é mais uma novidade da autarquia para avançar no setor concorrente das criptomoedas.

Além disso, mostra que tanto o banco central brasileiro quanto os maiores bancos da América Latina seguem antenados no que acontece no mercado de criptomoedas.

Isso porque, termos como DeFi e stablecoins surgiram com as criptomoedas por meio de redes públicas como o Ethereum, por exemplo.

Mesmo assim, essas inovações financeiras ameaçam a sobrevivência dos bancos, que já mostram se adaptar para sobreviver no longo prazo.

Itaú criará DeFi com stablecoins em programa do BCB

O Itaú já se mostrou ligado nas criptomoedas há alguns meses, quando anunciou seu interesse de lançar uma corretora de bitcoin em breve.

Ao criar uma divisão de ativos digitais, o banco lançou recentemente seu programa de tokenização, que deverá utilizar blockchains para lançar tokens para seus clientes.

Na última sexta-feira (26), o Banco Central do Brasil apresentou os 8 projetos selecionados na quinta edição do LIFT Lab 2022. Essa iniciativa é coordenada pelo BC em parceria com a Federação Nacional de Associações de Servidores do Banco Central (Fenasbac).

Para o chefe de divisão no Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central, André Siqueira, esse é um programa que dá oportunidades para inovação.

“O LIFT LAB é uma oportunidade de interação com a sociedade na qual apresentamos o valor do BC na construção da inovação no SFN. A divulgação de uma nova edição, agora contemplando 8 projetos, representa um importante marco do LIFT LAB, que completa 5 anos de operação.”

E um dos produtos escolhidos é o sistema de DeFi – Liquidity Pool a ser construído pelo Itaú, que deverá criar um pool de liquidez com tokens que emulam stablecoins pareadas com Real, Dólar e outras moedas fiduciárias.

Seu funcionamento deverá ser similar ao de DeFis com criptomoedas, permitindo ainda a custódia, troca de moedas e investimentos alternativos por meio de blockchain e contratos inteligentes.

Outras soluções escolhidas que terão blockchain em destaque

Além da solução do Itaú, outras três soluções terão o uso de blockchain para criar inovações para o Banco Central do Brasil, ou seja, metade das propostas escolhidas pelo LIFT 2022.

Uma delas é a Easy Hash – Microcrédito Descentralizado, a ser criado pelo desenvolvedor Celso Jungbluth. A solução prevê uma tokenização de ativos financeiros em blockchain para descentralização do risco do crédito entre credores.

Outra solução prevê uma integração do Real digital com um Blockchain público, a ser desenvolvido pela Lovecrypto LTDA. Com isso, poderá ser possível a conversão de uma stablecoin no blockchain Celo em Real digital, podendo tornar a moeda brasileira integrada com um blockchain público que roda na EVM e até com o PIX.

Com uso de contratos inteligentes e stablecoins, a Nest deverá criar uma aplicação com regras de negócio para que CCB (Cédula de Crédito Bancário) sejam integradas com stablecoins ou CBDCs, a partir de transferências do Pix ou TED.

O início dos projetos começa em 12 de setembro de 2022, com data final para entrega em janeiro de 2023.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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