Itaú processa Mercado Bitcoin e pede bloqueio de cliente

Cliente teria saldo na corretora de Bitcoin e Itaú quer o valor.

Aplicativo do Itaú em mão
Aplicativo do Itaú em mão

O banco Itaú processou o Mercado Bitcoin pedindo o bloqueio de valores na conta de um cliente suspeito de cometer fraude financeira, caso que começou ainda em 2019. Procurando valores que pertencem a um brasileiro chamado Guilherme, o Itaú acabou chegando até a maior corretora de Bitcoin do Brasil.

Em 2019, um cliente de 81 anos foi até uma agência do banco informar que perdeu R$ 198 mil de suas contas, quando foi descoberto que alguém se passou por ele e sacou os valores.

Após sacar o dinheiro, a pessoa utilizou uma conta para enviar os fundos para o Mercado Bitcoin e comprar Bitcoin. Foram adquiridos 12,36 bitcoins na ação que tinha até documentos do idoso.

Após a compra de Bitcoin, a moeda digital foi enviada para a conta de titularidade de Guilherme, que acabou convertendo tudo para Real novamente. Ele então procedeu ao saque de R$ 20 mil nas contas, quando o Itaú pediu esclarecimentos ao Mercado Bitcoin, que travou sua conta em seguida.

Possível golpista investigado recorreu para reaver dinheiro

Investigado pela Polícia Civil de São Paulo, a pedido do Itaú, o possível golpista Guilherme percebeu que sua conta foi bloqueada pelo Mercado Bitcoin e ingressou com processo na justiça.

Ele também reclamou no Procon-SP, no Banco Plural e na corretora Mercado Bitcoin, mas não obteve êxito em sacar suas criptomoedas. Ao pedir urgência na justiça para sacar os cerca de R$ 170 mil na corretora, o juiz indeferiu seu pedido.

Em sua defesa apresentada em março de 2020, o Mercado Bitcoin informou que Guilherme violou os termos de uso da plataforma e, por isso, sua conta foi bloqueada. A corretora ainda pediu que o suspeito pagasse as custas do processo, multa por má-fé e indeferimento do pedido.

O Itaú ressarciu o idoso alvo da fraude e agora espera recuperar o valor com uma ação contra o Mercado Bitcoin.

Itaú processa Mercado Bitcoin e acusa fraude processual

Desde 2019, o Itaú ingressou com processo na justiça para bloquear no Mercado Bitcoin a conta do possível golpista que lesou seu cliente idoso. Na ocasião, a corretora bloqueou o acesso na plataforma do suspeito, mas disse ao Itaú que ele havia transferido R$ 20 mil para sua conta pessoal na Caixa Econômica e 10 bitcoins que restaram para uma carteira externa.

A corretora declarou ainda não ser beneficiária da fraude, praticado em uma agência do próprio Itaú e praticada por terceiros. Quando a ação foi protocolada o bitcoin tinha um valor de R$ 21 mil por unidade na corretora.

No inquérito apurado pela Polícia Civil, o representante do Mercado Bitcoin declarou que 10,76 bitcoins foram enviados para a corretora Brasil Bitcoin, não tendo a ré mais relação com o valor.

Contudo, o Itaú não concordou com o Mercado Bitcoin em sua fala que 10 bitcoins foram enviados para outra corretora, visto que no processo movido por Guilherme contra a corretora, ele pede o desbloqueio dos valores e que foi surpreendido pela ação.

Assim, o juiz que cuida do caso da ação do Itaú contra o Mercado Bitcoin converteu o processo em diligência, pedindo que o saldo do possível fraudador na corretora seja revelado.

“ante a controvérsia sobre a existência ou não de saldo na conta de titularidade de Guilherme na plataforma da ré, converto o julgamento em diligência, com base no art. 938, §3º, do CPC/2015, para determinar que a parte apelada exiba extrato completo da referida conta”.

A decisão do juiz foi publicada nesta sexta-feira (4) no Diário de Justiça de São Paulo. Vale lembrar que o processo movido pelo Itaú segue em sigilo de justiça desde 2019, e o despacho de hoje revelou o caso entre as empresas.

O que diz as partes interessadas?

O Livecoins procurou o Itaú para pedir uma nota de esclarecimento sobre o caso, mas não recebeu retorno até o fechamento da matéria.

Foi procurado também a corretora Mercado Bitcoin para pedido de esclarecimentos sobre o caso, e a corretora informou que “não se pronuncia em assuntos sub judice“.

Além disso, procuramos a Brasil Bitcoin para buscar saber se o saldo de 10 bitcoins foi realmente depositado em sua plataforma pelo investigado, mas não foi possível obter resposta até o fechamento.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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