JP Morgan lança Blockchain no espaço

JP Morgan executa transações de blockchain entre satélites

O grupo de inovações tecnológicas da JP Morgan, Onyx, testou a primeira transação de tokens do mundo feita por um banco no espaço. O experimento foi feito através de contratos inteligentes em redes blockchain funcionando em satélites que orbitam a Terra. 

Aplicações envolvendo blockchain estão sendo inseridas cada vez mais no cotidiano das pessoas, usando a Internet das Coisas (IOT), que conecta dispositivos à computadores. O experimento da equipe Onyx, coordenada pela JP Morgan, faz parte do objetivo da empresa de combinar a blockchain com a IOT. 

Embora os satélites sejam separados dos sistemas usados na Terra, o seu uso pode apresentar uma boa oportunidade de construir uma rede blockchain, que permitiria uma conexão descentralizada entre dados e máquinas.

Como parte do foco de nossa equipe em projetos ‘Horizon 3’ que identificam áreas disruptivas nas quais o blockchain pode criar valor, decidimos que havia o suficiente aqui para começar a pensar sobre como seria um sistema de pagamentos espaciais a longo prazo. Mas primeiro precisávamos provar que isso era possível testando alguns componentes básicos.

Tyrone Lobban, chefe da equipe de Blockchain da Onyx.

Transação entre a Terra e um satélite

Para executar o primeiro teste entre uma transação na Terra e um satélite, a equipe de Blockchain trabalhou com a empresa de satélites GomSpace.

Foi montada uma blockchain com o Consensys Quorum, uma plataforma blockchain de código aberto, onde qualquer pessoa pode criar uma rede conectada à Ethereum. A rede foi implementada no satélite Low Earth Orbit (LEO). 

Depois que alguns testes básicos foram realizados com sucesso, a equipe testou como a rede manteria o estado do blockchain a medida que o satélite se movesse e a conexão com a Terra fosse interrompida.

Por fim, eles conseguiram executar uma transação entre dois satélites LEO, validado por uma rede descentralizada, onde não foi necessária conexão terrestre. 

Projeções econômicas envolvendo o espaço

Segundo o Morgan Stanley a economia espacial deve crescer de US$ 350 bilhões para US$ 1 trilhão em 20 anos, à medida que empresas como a SpaceX e Blue Origin expandem o papel da iniciativa privada envolvendo operações espaciais. 

“Uma parte central de nosso negócio gira em torno de pagamentos e, por isso, passamos muito tempo pensando em como eles evoluirão no futuro”, disse Rob Matles, chefe do Laboratório do Futuro para Pesquisa Aplicada e Engenharia da JP Morgan. “A exploração espacial está se tornando cada vez mais bem financiada e apresenta uma oportunidade empolgante de implantar tecnologia financeira para criar uma infraestrutura de pagamentos totalmente nova, aproveitando o blockchain.” 

O projeto abre novas perspectivas para o mercado de satélites que envolvem dados e pagamentos ponto a ponto. Além disso, representa novas oportunidades no setor de IOT, que avançam rapidamente.

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