Corretora de criptomoedas quer que progressistas peçam demissão

Apesar da declaração, Powell também afirmou que está aberto a debates e que a equipe deve participar das políticas da empresa. Entretanto, novamente aponta que estas pessoas possuem gatilhos por tudo, dificultando uma conversa honesta.

Logotipo da Kraken e criptomoeda Bitcoin.
Logotipo da Kraken e criptomoeda Bitcoin.

A exchange de criptomoedas Kraken anunciou, na última quarta-feira (15), que está com mais de 500 vagas abertas, independente do mercado de baixa. Entretanto, Jesse Powell, CEO da empresa, afirmou que outros funcionários podem estar de saída por não se alinharem aos novos padrões da mesma.

Segundo Powell, existe um pequeno grupo de 20 pessoas que ao se concentrarem em problemas de primeiro mundo, acabam não apenas esquecendo sobre as suas funções, como também conseguem atrapalhar a produtividade de outras 400.

“As pessoas se concentraram em pequenas ofensas, problemas de primeiro mundo, em vez de focar em nossa grande e importante missão de ajudar bilhões de pessoas.”

Indo além Powell descreve os assuntos nos quais estas poucas pessoas estariam interessadas, apontando que essa cultura woke (a.k.a. lacração) é uma perda de tempo.

  • Diversidade, equidade e inclusão (versão do Vale do Silício);
  • Pronomes, se alguém pode se identificar como uma raça diferente e ter permissão para usar a palavra com N;
  • Se existem diferenças no sexo humano;
  • Ser respeitado e não ofendido;
  • Ser “ferido” por palavras “violentas”.
Tuíte de Jesse Powell, CEO da Kraken, reclamando de pequeno grupo de funcionários.

Apesar da declaração, Powell também afirmou que está aberto a debates e que a equipe deve participar das políticas da empresa. Entretanto, novamente aponta que estas pessoas possuem gatilhos por tudo, dificultando uma conversa honesta.

“A maioria das pessoas não se importa e só quer trabalhar, mas não consegue ser produtiva enquanto pessoas com gatilhos as arrastam para debates e sessões de terapia,” aponta Jesse Powell, CEO da Kraken. “A resposta para nós foi apenas apresentar o documento de cultura e dizer: concorde e se comprometa, discorde e se comprometa, ou aceite o dinheiro [e vá embora].”

Finalizando, o CEO da Kraken comenta que a empresa possui funcionários em mais de 70 países, falando mais de 50 idiomas, e que isso é diversidade.

“Continuaremos construindo e esperamos realizar uma melhor filtragem no futuro,” encerra Powell compartilhando um link com vagas de trabalho na Kraken. “Penso que desenvolvemos algumas políticas realmente ponderadas que podem não satisfazer os ativistas [do movimento] woke, mas funcionam para os outros 99% do mundo.”

Vieram para andar de foguete, acabaram em uma montanha russa

Já sobre o mercado de baixa do Bitcoin e do mercado de criptomoedas, Powell mostra ter conhecimento do mercado, sinalizando que o mesmo é moldado por ciclos e não por altas infinitas.

“Muitas pessoas incrivelmente talentosas estavam procurando por um assento no próximo foguete, sem perceber que as criptomoedas estão mais para uma montanha-russa.”

Por fim, muitas empresas não se prepararam para este bear market e iniciaram demissões em massa. Na contramão, a Kraken e a Binance são duas que acreditam que este é o melhor momento para contratar e continuar crescendo.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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