Mais da metade das corretoras ignoram regras de segurança

Cerca de 85% das exchanges que não revelam seu local de sede não possuem regras para acompanhar as determinações regulamentares. Isso pode explicar porque há a omissão deliberada das informações sobre a origem do serviço.

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Recentemente a BitMEX foi indiciada por não ter cumprido com as muitas recomendações de identificação de clientes e de transações. De acordo com um estudo recente, esse não é um problema incomum dentro do criptomercado, com mais da metade das corretoras ignorando as regras de KYC exigida pelas autoridades.

Um estudo realizado pela Ciphertrace mostrou que a maioria das exchanges de criptomoedas possuem sistemas de identificação bem precários ou então não realizam nenhum tipo de identificação de seus clientes de acordo com as leis dos EUA ou da União Europeia.

56% dos casos estudados não estavam de acordo com as regras de KYC das principais legislações globais. O estudo também determinou que a maioria das exchanges que não seguem as regras estão na Europa, provavelmente por causa da grande quantidade de regulamentações da região.

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Além disso, o estudo também mostrou que de todas as exchanges da Europa, dois terços possuem praticas fracas de identificação de clientes.

A Rússia, o Reino Unido e os Estados Unidos foram os países que lideram no número de casos com uma baixa adoção de práticas de KYC. A pesquisa também destaque que a maioria das exchanges de criptomoedas nem ao menos informam o seu país de origem e atuação nos termos e condições de uso.

Segundo o informado cerca de 85% das exchanges que não revelam seu local de sede não possuem regras para acompanhar as determinações regulamentares. Isso pode explicar porque há a omissão deliberada das informações sobre a origem do serviço.

Curiosamente a região com maior número de casos de lavagem de dinheiro é Seychelles. 70% das corretoras do país-arquipélago não possuem regras de KYC. Vai lembrar que as Seychelles foram o local escolhido pela BitMEX como sede.

Desde 2018 há uma grande preocupação por parte das autoridades de diferentes países em relação a identificação de clientes e transações dentro do criptomercado. Essa atenção especial tem como objetivo diminuir as fraudes contra a Receita Federal e evitar evasão fiscal.

Aqui no Brasil é obrigado a declaração de transações de Bitcoin em valores acima de R$ 30 mil e as corretoras precisam oferecer informações sobre seus clientes e sobre as operações e negociações realizadas.

Como é de se imaginar, esse tipo de fiscalização acaba incomodando muitos investidores que optaram pelo criptomercado por causa da regulamentação menos acirrada que possuía.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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