Memecoin de Javier Milei recebe três acusações na Câmara dos Deputados da Argentina

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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A memecoin Libra, endossada nas redes sociais do presidente da Argentina Javier Milei, recebeu acusações formais na Câmara dos Deputados. O escândalo recebeu a atenção da mídia em 2025, e desde então não saiu do radar dos políticos da oposição, que chamam o episódio de “CriptoGate“.

Assim, os deputados se reuniram para aprovação de três projetos de resolução relacionados à criptomoeda Libra. O primeiro pede a criação de uma comissão investigativa.

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Já em segundo lugar, deve haver pedidos de intimação de diversos funcionários do poder executivo. Além disso, os deputados querem um pedido de informações ao governo federal, sob o comando de Milei.

Com vitória da oposição, Câmara dos Deputados da Argentina avança para investigar fraude de memecoin endossada por Javier Milei em sua rede social

A nova Comissão de Inquérito foi aprovada por 128 votos a favor, 93 contra e 7 abstenções. Com informações da Câmara Argentina.

Além disso, a iniciativa de questionar diversos membros do poder executivo sobre a criptomoeda Libra foi aprovada por 131 votos a favor e 96 contra. A chamada inclui o Chefe de Gabinete, Guillermo Francos; o Ministro da Economia, Luis Caputo; ao Ministro da Justiça, Mariano Cúneo Libarona; e o presidente da Comissão Nacional de Valores Mobiliários (CNV), Roberto Silva.

Já a aprovação dos pedidos de informações ao Poder Executivo contra questões relacionadas à Libra contou com 135 votos a favor, 84 contra e 7 abstenções.

Debate vira político e deputados da base governista tentam afastar problemas

Durante a discussão no plenário, o deputado Pablo Juliano (Democracia para Sempre) afirmou que “chegou o momento de o Congresso auditar se há danos para a Argentina: temos um compromisso com a verdade“.

Por sua vez, o deputado Nicolás Mayoraz (LLA) destacou que “há uma intromissão que pretendem fazer no Poder Judiciário” e pediu que “se respeite a divisão dos poderes do Estado“. Ele também explicou que “nosso bloco propôs um parecer de rejeição à proposta da Comissão, principalmente porque ela se arroga competências que são próprias do Poder Judiciário“.

O deputado Oscar Agost Carreño (Encuentro Federal) afirmou que “é nosso dever exigir explicações políticas, cumprir as regras democráticas para que possam subsistir e gerar uma rede de confiança“.

Na mesma linha, sua colega Karina Banfi (UCR) ressaltou que “a Justiça Nacional e internacional já está investigando” o caso. Ela acrescenta que “temos a vontade de fortalecer a República com leis que realmente mudem a vida das pessoas“.

Maximiliano Ferraro (Coalizão Cívica) destacou: “A sociedade tem o direito de conhecer a verdade, e este Congresso, cada um de nós, tem o dever de exigi-la e investigá-la“.

Do bloco União por la Patria, o deputado Germán Martínez ressaltou que “temos a oportunidade de dar um gesto de personalidade ao Congresso argentino“. “Em um momento global como o que vivemos, precisamos garantir que a política não perca o foco“, completou.

No encerramento do debate, o líder do bloco governista, Gabriel Bornoroni (LLA), afirmou que “o único que a oposição está fazendo é criar um show, algo ao qual já estamos acostumados“. “Acho que os incomoda o fato de que, em 2024, tivemos superávit fiscal e também o temos este ano, e os incomoda o fato de que a inflação continua caindo todos os meses“, concluiu.

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