Mineração de Bitcoin é usada para secagem de madeira na Norueguesa

Caso a Kryptovault não oferecesse o serviço os lenhadores teriam que utilizar outras soluções para a secagem da madeira, como o uso de micro-ondas industriais ou qualquer outro tipo de serviço que dispersaria calor e gastaria energia.

Farm mineração bitcoin. Imagem: Marko Ahtisaari

Uma das principais preocupações sobre a mineração de criptomoedas está no seu impacto ambiental. Enquanto a tecnologia continua a evoluir e ganhar mais eficiência, alguns tentam encontrar maneiras de diminuir esse impacto ao utilizar o gasto energético da mineração para outras atividades.

Como mostrado pelo The Guardian a maior fazenda de mineração da Noruega está usando o calor emitido pela mineração de Bitcoin para diminuir o gasto enérgico de um outro setor: a secagem de madeira.

Localizada próximo de Hønefoss, cerca de 64 quilômetros de Oslo, a fazenda de mineração controlada pela Kryptovault presta um serviço para os lenhadores locais, utilizando o calor gerado pelas mineradoras do local para secar a madeira que é cortada na região.

Apesar de toda a neve do local, a temperatura onde ficam as máquinas de mineração podem chegar a mais de 55ºC, com isso, eles pensaram em usar exaustores para transferir o calor para um segundo galpão, onde madeiras recém-cortadas são secadas antes da comercialização.

Mesmo com todo o frio, a madeira é seca e lenhadores locais transportam o produto para venda. O serviço é realizado gratuitamente pela Kryptovault, o que ajuda a economia local.

Mineração de Bitcoin ajuda lenhadores

Caso a Kryptovault não oferecesse o serviço os lenhadores teriam que utilizar outras soluções para a secagem da madeira, como o uso de micro-ondas industriais ou qualquer outro tipo de serviço que dispersaria calor e gastaria energia.

Ao mesmo tempo, a fazenda de mineração provavelmente teria que investir em mais equipamento de refrigeração para controlar a temperatura, por sua vez gastando mais energia.

E enquanto os lenhadores conseguiriam secar as madeiras para a venda posterior, com a ajuda da Kryptovault ainda é gerado o produto principal o Bitcoin, que, em teoria, está aí para substituir o setor bancário (que por si só gasta bastante energia e gera bastante poluição).

Odiadores vão odiar

Claro, esse é apenas um movimento que engatinha e pode ser visto em outros locais como uma maneira de tornar o Bitcoin uma opção mais verde, mas ainda não é algo que convence a todos.

Bjørn Arild Gram, ministro regional de desenvolvimento afirma que entende que a tecnologia do Bitcoin pode oferecer muitas vantagens no longo prazo, mas que ainda não justifica o gasto de energia, mesmo que seja renovável.

“Apesar da mineração de bitcoin e sua tecnologia poder representar possíveis benefícios no longo prazo, é difícil justificar o gasto excessivo de energia renovável atualmente. O ministério local e regional está desenvolvimento medidas políticas para lidar com os desafios relacionados com o uso extenso de energia do criptomercado.”, disse Gram.

Ainda assim, os defensores da tecnologia afirmam que não só o Bitcoin se torna cada vez mais eficiente e que é necessário que o setor comece a combater a narrativa de que a mineração é algo extremamente prejudicial para o meio ambiente.

Kjetil Hove Pettersen, CEO da Kryptovault, que fundou a companhia após decidir que tornaria o seu hobby do criptomercado em um negócio, afirmou que é necessário combater essa noção.

“Se você olhar para o custo total de energia, globalmente, para qualquer coisa, é sempre algo que vai ser gigante (…) Isso inclui a mineração tradicional de ouro, que gasta quatro vezes mais do que a mineração de Bitcoin.”, afirmou Pettersen.

A discussão sobre os benefícios e o quanto a mineração pode prejudicar o meio ambiente é algo que precisa e deve ser discutida entre os apoiadores e os críticos da mineração de criptomoedas.

Mas como toda tecnologia, com certeza teremos um período de melhor eficiência que pode mudar um pouco algumas opiniões no futuro.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.

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