NAKA nasce como primeira agência de marketing Bitcoin Only focada em educação, narrativa e adoção sustentável

Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente...
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Em um cenário de crescimento da adoção do Bitcoin acompanhado por baixa compreensão do público, surge a NAKA, primeira agência de marketing Bitcoin Only do mercado.

Fundada por Tiago França e Cecília Lopes, a iniciativa nasce com a proposta de resolver um dos principais gargalos do ecossistema Bitcoin: a distância entre a solidez técnica do protocolo e a forma como ele é compreendido, desejado e adotado por pessoas, empresas e instituições.

Dados mundiais recentes reforçam esse desafio. Pesquisa do Pew Research Center aponta que 63% dos adultos nos Estados Unidos afirmam ter pouca ou nenhuma confiança na segurança e confiabilidade das formas atuais de investir ou usar ativos digitais.

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Estudos da Financial Conduct Authority (FCA), do Reino Unido, mostram que, embora muitos usuários possuam exposição ao setor, há baixo entendimento sobre riscos, funcionamento e implicações de longo prazo.

Em paralelo, o Global Adoption Index 2025, da Chainalysis, indica crescimento da adoção em diversos países, mas também evidencia barreiras estruturais como complexidade técnica, falta de educação progressiva e insegurança regulatória.

Para a agência, o problema central não é a falta de usuários, mas a ausência de jornadas de aprendizagem bem desenhadas.

“Adoção não é apenas um fenômeno técnico. É psicológico, cultural e narrativo”, afirma Tiago.

Revisões acadêmicas recentes publicadas em veículos como Nature e SSRN reforçam que medo, baixa literacia financeira e tecnológica e excesso de complexidade na comunicação estão entre os principais obstáculos à adoção sustentável do Bitcoin.

É nesse contexto que a NAKA se posiciona. O nome é um acrônimo para Narrative Architecture for Knowledge & Adoption, uma arquitetura de narrativas voltada à construção de conhecimento e adoção. A proposta parte do princípio de que não basta ter o protocolo mais robusto ou a melhor engenharia: o Bitcoin precisa ser compreendido, internalizado e desejado. E isso exige uma estratégia de comunicação tão rigorosa quanto o código.

Enquanto grande parte do mercado ainda se apoia em mensagens especulativas, jargão técnico descontextualizado ou campanhas que pulam etapas do funil, indo direto à conversão sem construir entendimento e confiança, a agência propõe um método estruturado, baseado em educação progressiva, respeito à inteligência do público e alinhamento com os princípios do Bitcoin, como escassez, soberania, resistência à censura e neutralidade monetária.

O método combina planejamento estratégico, testes contínuos e escala consciente, com foco em traduzir complexidade técnica em valor percebido, sem recorrer a promessas vazias. A proposta é clara: transformar projetos em marcas, marcas em movimentos e marketing em parte integrante do produto e da missão.

Mercado ganha primeira agência dedicada exclusivamente ao Bitcoin

A NAKA atua com três perfis principais de clientes. O primeiro são empresas Bitcoin-native, como exchanges, wallets, soluções de custódia, Lightning, pagamentos e infraestrutura, que enfrentam o desafio de comunicar tecnologia avançada para uma comunidade cética, sem perder credibilidade.

O segundo grupo são as Bitcoin Treasury Companies, que precisam explicar decisões estratégicas a investidores, conselhos e stakeholders, minimizando riscos reputacionais e garantindo clareza regulatória e comunicacional.

O terceiro público são criadores, educadores e influenciadores do Bitcoin, que buscam estruturar produtos, funis e modelos de monetização sustentáveis, reduzindo a dependência de plataformas e algoritmos.

A empresa também se diferencia por não atuar com “cripto” de forma genérica. A NAKA é explicitamente Bitcoin Only, tanto no posicionamento quanto na execução. Para seus fundadores, a separação é essencial.

“Altcoins competem por atenção com barulho. O Bitcoin constrói valor em silêncio, bloco a bloco. Nosso trabalho é dar voz, contexto e significado a quem está construindo o futuro do dinheiro”, ressalta Cecília.

Em um mercado onde grandes plataformas oferecem hubs educacionais próprios, mas enfrentam conflitos de interesse e questionamentos de neutralidade, a agência aposta na construção de autoridade independente e consistente, baseada em currículos, narrativas de longo prazo e respeito à jornada de aprendizagem do usuário.

Ao lançar a empresa, Cecília e Tiago defendem que comunicar o Bitcoin é continuar a escrevê-lo não apenas na timechain, mas também na mente e na cultura das pessoas. “Marketing não é um adereço. É parte do produto. É parte da missão. É parte do código”, afirmam.

Com a promessa de escalar não apenas empresas, mas a própria cultura Bitcoin, a NAKA se posiciona como um novo elo entre engenharia, comportamento humano e narrativa, criando um espaço onde a adoção é construída com estratégia, clareza e convicção.

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