Novo app de blockchain da Accenture permite que consumidores avaliem negócios sustentáveis

Os clientes também serão capazes de dar gorjetas aos produtores, recompensando-os diretamente por suas escolhas sustentáveis na produção.

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(Foto: Pixabay)

A internet reconfigurou os espaços e tornou possível a conexão imediata entre um indivíduo e outro — mesmo eles estando a quilômetros de distância. Como herdeira desse mundo online, a disruptiva blockchain cumpre esse papel e vai além. Um bom exemplo é o protótipo do app anunciado pelas globais Accenture e Mastercard que conecta clientes a produtores, estimulando o desenvolvimento de negócios sustentáveis.

De acordo com a multinacional, parceiros como a Amazon Web Service, a startup de blockchain Everledger e a organização de ajuda humanitária Mercy Corps também fazem parte do projeto, que visa encorajar a chamada “cadeia de suprimento circular”.

Por meio do aplicativo, os consumidores poderão rastrear facilmente a origem dos itens que estão comprando, bem como ter acesso às certificações de práticas sustentáveis. Os clientes também serão capazes de dar gorjetas aos produtores, recompensando-os diretamente por suas escolhas na produção.

Segundo a CoinDesk, as gorjetas poderão ser enviadas por meio de um token baseado em blockchain ou a partir de transferências em moeda fiat, processadas pelo sistema de pagamentos da Mastercard.

David Treat, líder global de blockchain da Accenture revelou que o objetivo é inscrever cooperativas e pequenas fazendas em todo o mundo, permitindo que elas registrem seus certificados de práticas ecológicas e, assim, os consumidores tenham acesso as suas identidades digitais.

Gerando impacto social

Um recente estudo da empresa de análise de dados Nielsen, mostra que quase dois terços dos norte-americanos estão interessados em uma experiência de compra online sem impacto, atrelada a uma agricultura mais eficiente e sustentável.

Mas o desafio esbarra na falta de acesso e informação sobre como as coisas são feitas e quem as produz. Escanear a etiqueta em um par de jeans, por exemplo, daria aos clientes os dados de origem da cadeia de suprimentos do início ao fim, junto com a oportunidade de enviar um token de gratificação às pessoas que o produziram.

Em pronunciamento para a Forbes, Tara Nathan, vice-presidente executiva de Desenvolvimento Humanitário da Mastercard, refletiu sobre o pouco aproveitamento das tecnologias digitais a serviço das 3,4 bilhões de pessoas que ainda lutam para suprir suas necessidades básicas. Enfatizando o seu poder de gerar impacto social.

“Entendemos que a colaboração é essencial para essa jornada”, conclui.

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Camila Marinho
Camila Marinho é jornalista, com passagem por jornais impressos e outros portais com foco em criptomoedas. Acredita que a tecnologia blockchain é como o fogo dado por Prometeu à humanidade. Cresceu sob o sol da Bahia e hoje vive no frenesi do centro de São Paulo.
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