Operação Aryan mira empresa que enganava investidores de criptomoedas

Líderes sendo procurados pelas autoridades: um empresário e outro ex-pastor.

Viaturas da Polícia Civil do Rio de Janeiro em evento Operação
Viaturas da Polícia Civil do Rio de Janeiro em evento. Foto: Philippe Lima/Governo do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) deflagrou nesta segunda-feira (4) a Operação Aryan, mirando os líderes de uma empresa que captava investidores de criptomoedas em Niterói.

O estado do Rio atraiu muita atenção no último ano para os crimes financeiros envolvendo supostas aplicações com criptomoedas. E apesar de muitos dos casos terem sido expostos em Cabo Frio e Região dos Lagos, outras regiões também vivenciaram problemas similares.

Vale lembrar que investidores de todo Brasil tem sido convidados a participar de empresas que prometem lucros fixos e garantidos ao mês com criptomoedas, embora a prática seja conhecida como o clássico esquema de pirâmide financeira.

Operação Aryan busca líderes de empresa que enganava investidores de criptomoedas em Niterói, segundo a PCRJ

Na manhã desta segunda vários policiais civis da 76.ª DP de Niterói saíram as ruas para cumprir mandados contra uma empresa suspeita de captar recursos de investidores. Segundo informações da Polícia Civil do Rio obtidas pelo Livecoins, a investigação aponta que a associação criminosa movimentou dinheiro de clientes.

Com essas captações feitas sem fiscalização das autoridades e aprovação de órgãos reguladores, é estimado um prejuízo em milhares de investidores. O valor do rombo pode superar os R$ 200 milhões.

A PCRJ informou que a Operação Aryan foi deflagrada para cumprir dois mandados de prisão contra os líderes do esquema que enganou investidores de criptomoedas, além de nove outros mandados de busca e apreensão, cumpridos em Niterói, São Gonçalo e Zona Oeste da capital Rio de Janeiro.

Chamando a empresa de uma quadrilha, a PCRJ acredita que os investidores eram convencidos pelo esquema após receberem uma proposta de rendimentos de 30% ao mês, com supostas operações com criptomoedas.

Alvos podem ter dado calote alegando bloqueios em corretoras de criptomoedas

Aberta em fevereiro de 2021, a Alpha Consultoria já havia ganhado notoriedade quando teve seu esquema divulgado pelo Domingo Espetacular, em novembro daquele ano.

Dois meses depois de ser aberta e captar recursos com investidores, a empresa começou a atrasar os pagamentos a clientes, alegando que a corretora na qual operava havia bloqueado indiscriminadamente as contas.

Segundo a investigação da 76.ª DP o bloqueio nunca existiu e os valores encontrados nas contas da empresa eram pequenos, mostrando um destoamento na narrativa apresentada pela empresa aos seus investidores.

O que chama atenção também é que os dois líderes, um empresário e um ex-pastor que era seu sócio, já tinham citações por vários crimes.

“Um dos sócios possui 30 anotações criminais por estelionato, organização criminosa, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular. Já o outro tem 24 anotações pelos mesmos crimes.”

A PCRJ não informou os nomes dos suspeitos alvos e nem da empresa, mas ficou claro que a Alpha Consultoria foi a empresa buscada.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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