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Operação da PF derruba negócio da Indeal

Cerca de 25 mandados de busca e apreensão aconteceram em três estados onde Indeal atuava.

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Polícia acaba com pirâmide financeira Indeal

A Operação Egypto foi deflagrada na manhã desta terça-feira (21) envolvendo cerca de 150 agentes. A investigação procura desmantelar os negócios da Indeal, com sede em Hamburgo – RS. Com a ação, espera-se cumprir dez mandados de prisão preventiva contra envolvidos no esquema que já foi considerado uma pirâmide financeira.

Negócios que oferecem investimentos mobiliários precisam de autorização para suas operações no Brasil. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é responsável por investigar operações envolvendo investimentos em ativos mobiliários. Com a promessa de lucro fixo e números exorbitantes, algumas empresas podem significar riscos de investimentos por apresentarem atividades completamente ilegais.

Dez pessoas podem ser presas pelo esquema da Indeal

A Operação Egypto acontece em Novo Hamburgo e se concentram no Rio Grande Sul. No estado a Indeal possui atividades em várias cidades, onde aconteceram mandados de busca e apreensão. Somente em Novo Hamburgo – RS 13 mandados de busca e apreensão foram deflagrados pela polícia federal. O jornal Novo Hamburgo acompanhou o momento exato em que uma das operações acontecia na cidade.

Operação Egypto (Reprodução/Novo Hamburgo)

Em Porto Alegre, três mandados de busca e apreensão também fazem parte da Operação Egypto. As autoridades ainda cumpriram mandados nas cidades gaúchas de Laguna, Campo Bom, Estância Velha e Esteio. A Indeal também atuava em outros estados, sendo que a capital paulista e também a catarinense foram alvo da operação.

Empresa não possuía autorização para atividades

O Banco Central determinou que a Indeal não possuía autorização para oferecer serviços financeiros, o negócio praticamente foi considerado ilegal. Porém, as atividades da Indeal permaneciam oferecendo investimentos duvidosos, o que levou as autoridades a criarem uma operação voltada para a empresa.

Com a promessa de lucros acima de 15% em apenas um mês, a Indeal oferecia investimentos relacionados à criptomoedas. A empresa utilizava-se do hype dos ativos digitais para criar um produto financeiro considerado fraudulento.

Receita Federal alega que empresa movimentou R$ 700 milhões

A Indeal contava com milhares de clientes espalhados por todo o Brasil. De acordo com a Receita Federal, a empresa movimentou R$ 700 milhões recentemente. Esse valor, movimentado em apenas uma das contas da Indeal, foi movimentado entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019, ou seja em apenas seis meses.

Outra questão que envolve a empresa é o aumento incompatível de atividades financeiras. De acordo com as investigações, os sócios da Indeal apresentaram um aumento de bens e patrimônios que chegou em dezenas de milhões de reais rapidamente.

Carros de luxo e dinheiro bloqueado dos envolvidos

A Operação Egypto pode ter esse nome em referência aos esquemas ilegais que ficaram conhecidos como pirâmides financeiras. Por ser o Egito o país que mais possui pirâmides arqueológicas, a operação pode ter referências diretas com essa informação para nomear as atividades das autoridades. Além disso, a grafia Egypto evoca comparações com o termo criptomoedas, mais uma referência direta aos negócios da Indeal.

Envolvidos com o esquema da Indeal poderão responder por vários crimes, como apropriação indébita financeira, a famosa lavagem de dinheiro e até mesmo por organização criminosa. Através do mandado de busca e apreensão vários carros de luxo foram confiscados pelas autoridades nos endereços visitados. Algumas caixas com dinheiro em espécie também foram apreendidas pela polícia federal.

Dinheiro encontrado pela PF (Reprodução/Novo Hamburgo)

A determinação judicial ainda determinou o bloqueio de qualquer fundo em nome dos envolvidos. Além disso, imóveis pertencentes aos sócios da Indeal deverão ficar bloqueados até que a investigação determine o que será feito com os bens apreendidos.

Indeal e Unick Forex foram citadas em investigação preliminar

Em janeiro de 2019 a Indeal foi acusada de ser uma pirâmide financeira. Juntamente com a Unick Forex, a empresa foi apontada com atividades ilegais pelo procurador da justiça Celso Tres. Após a investigação preliminar apontar irregularidades envolvendo a Indeal, a empresa foi alvo da Operação Egypto.

A Operação Egypto é uma das maiores operações já realizada envolvendo esquemas relacionados a oferta de investimentos em criptomoedas. Embora a Unick Forex fora citada por Celso Tres junto a Indeal, a empresa não está envolvida nas investigações desta terça (21).

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Paulo Carvalho
Paulo Carvalho
Jornalista em trânsito, escritor por acidente e apaixonado por criptomoedas. Entusiasta do mercado, ouviu falar em Bitcoin em 2013, mas era que nem caviar, "nunca vi, nem comi, só ouço falar".

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