A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Civil da Bahia (PCBA) deflagraram nesta quinta-feira (29) a Operação Nêmesis contra uma quadrilha suspeita de desviar R$ 3 milhões em fraudes eletrônicas e lavar parte do dinheiro com criptomoedas. Ao todo, mais de 60 agentes saíram às ruas para cumprir oito mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão expedidos pela Justiça brasiliense.
As diligências ocorreram de maneira simultânea em Brasília e nos municípios baianos de Salvador e Itabuna. Na capital da Bahia, as equipes executaram duas ordens de prisão acompanhadas de buscas domiciliares.
Já na cidade de Itabuna, localizada no sul do estado, os investigadores prenderam um homem de 37 anos e vistoriaram dois endereços nos bairros Mangabinha e Centro.
Toda a ofensiva contou com a coordenação da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC/DECOR), unidade vinculada à polícia do Distrito Federal.
Funcionária de cooperativa vazava códigos de 400 cartões de crédito
De acordo com o inquérito policial, o esquema criminoso funcionou entre os meses de janeiro e julho de 2025 contra correntistas de uma instituição financeira cooperativa.
Durante esse período de meio ano, o bando realizou compras eletrônicas sem autorização por meio dos dados de cerca de 400 cartões de crédito de clientes.
Para liberar as transações fraudulentas, uma antiga funcionária da própria cooperativa utilizava sua senha interna de trabalho para capturar os códigos de autenticação das operações. Logo em seguida, a colaboradora repassava essas chaves de segurança para os comparsas encarregados de validar os gastos ilegais.
Com o objetivo de ocultar o rastro do dinheiro desviado, a organização passava as quantias por estabelecimentos comerciais e diversas contas bancárias antes de converter os saldos em criptoativos.
Em solo baiano, os trabalhos de campo mobilizaram policiais do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Itabuna (DRFR), e os detidos seguem agora à disposição do Poder Judiciário enquanto a perícia analisa o material apreendido.