‘Operação TORnado’ em Miami apreende R$ 160 milhões em criptomoedas

Um dos maiores confiscos de criptomoedas do país.

Varal com notas de Dólar e Bitcoin pendurados
Varal com notas de Dólar e Bitcoin pendurados

O FBI e outras agências do governo participaram da apreensão de R$ 160 milhões em criptomoedas em Miami, Flórida, na “Operação TORnado”. Este episódio está sendo considerado um dos maiores já realizados nos Estados Unidos.

Nesta semana, Miami está sediando um dos maiores eventos da comunidade, o Bitcoin 2022, onde reúne vários especialistas no assunto. O evento mostra a parte técnica da tecnologia aos ouvintes, assim como as tendências do mercado.

Contudo, enquanto isso, algumas pessoas insistem em utilizar a tecnologia para o mal, cometendo crimes e lesando pessoas.

“Operação TORnado” em Miami apreende milhões em criptomoedas de suspeito que vendia contas de serviços pela dark web

Em uma investigação nos Estados Unidos, agentes da lei identificaram um homem de Miami, sul da Flórida, faturando milhões pela internet. Sua ação consistia em utilizar um pseudônimo e vender itens ilícitos, além de informações de contas online hackeadas.

A investigação estima que ele tenha vendido mais de 100 mil itens, em vários mercados da dark web pelo mundo. Entre as contas comercializadas pelo suspeito, estavam serviços populares como a Netflix, HBO e Uber, por exemplo.

“Em uma das maiores ações de confisco de criptomoedas já apresentadas pelos Estados Unidos, promotores federais do Distrito Sul da Flórida confiscaram com sucesso aproximadamente US$ 34 milhões em criptomoedas vinculadas à atividade ilegal da Dark Web. “

A apreensão do valor foi considerado pelas autoridades como uma vitória, após a deflagração da “Operação TORnado”. Não está claro ainda se o valor está ainda em criptomoedas ou se foi convertido para Dólar pelas autoridades, que não informaram o nome do suspeito e nem divulgaram muitos detalhes da investigação.

Como ele lavava o dinheiro com criptomoedas?

Segundo os investidores e promotores que acompanharam o caso, o suspeito do sul da Flórida utilizava os chamados “tumblers” e outros serviços de transmissão de dinheiro da dark web para lavar uma criptomoeda por outra.

Essa prática é chamada de “chain hopping”, sendo considerada uma violação aos estatutos federais de lavagem de dinheiro dos Estados Unidos.

Em resumo, esses tumblers são serviços de mixagem da dark web que agrupam transações de criptomoedas. Em seguida, ele distribui a moeda para uma carteira de criptomoedas designada, mas de forma aleatória e em volumes diversos.

Nessa operação, várias carteiras foram apreendidas pelos agentes, que identificaram a lavagem durante as investigações. Nos EUA, a OCDETF é uma sigla temida por criminosos, visto que essa é uma parceria entre órgãos federais, estaduais e locais de aplicação da lei.

Na operação Tornado, por exemplo, participaram das investigações o IRS-CI, FBI, DEA, Homeland Security Investigations (HSI) e US Postal Inspection Service (USPIS).

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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