A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) oficializou a contratação do software especializado Chainalysis Reactor pelo valor total de R$ 382.640,00 para reforçar o rastreamento de transações com Bitcoin e outras criptomoedas. A reportagem do Livecoins apontou alguns detalhes da contratação nesta quinta-feira (29).
Publicado na segunda-feira (26), o extrato do acordo prevê o fornecimento da ferramenta voltada para a localização e a análise de movimentações financeiras registradas em redes blockchain.

A prestação do serviço ficará a cargo da empresa Techbiz Forense Digital Ltda, companhia escolhida pelo modelo de contratação direta.
Pelo texto do documento assinado pelo chefe de polícia Heraldo Chaves Guerreiro, a compra ocorreu sob o regime de inexigibilidade de licitação previsto na Lei 14.133 para casos de representante ou fornecedor único no mercado.
O pacote adquirido pela corporação gaúcha libera o acesso ao programa de investigação para dois usuários simultâneos durante o prazo de 365 dias. Essa contagem anual de vigência passa a valer a partir da entrega oficial do termo de recebimento definitivo pelas autoridades em Porto Alegre.
Pacote inclui treinamento prático para dez policiais e suporte técnico do software de rastreamento de bitcoin
Além da ativação das licenças de uso, o contrato abrange a implantação completa do sistema, manutenção contínua, suporte técnico e atualizações tecnológicas ao longo de todo o período. O escopo do projeto exige ainda uma etapa presencial de transferência de conhecimento no formato prático para capacitar até dez integrantes da força policial.
Todo o trâmite administrativo correu sob a responsabilidade da Divisão de Material e Patrimônio da instituição na capital gaúcha.
Nos registros operacionais processados pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio Grande do Sul (Procergs), o valor homologado da compra foi o mesmo que o estimado na fase inicial.
Na ficha técnica do lote de informática do sistema estadual, o item aparece catalogado como uma subscrição anual compatível com os sistemas operacionais Windows e Linux sob a nomenclatura de soluções cripto da Cellebrite.
A chegada do novo aparato forense ocorre na mesma semana em que a corporação gaúcha deflagrou uma ofensiva interestadual com a polícia paulista para prender suspeitos de lavar o dinheiro de um golpe de R$ 300 mil com uso de Bitcoin e Ethereum.