Polícia prende dono da JJ Invest

JJ Invest prometia lucros de 10% a 15% para a carteira dos clientes, no entanto, os lucros eram pagos com a entrada de novos investidores.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta segunda-feira, 9, Jonas Jaimovick, dono e criador da JJ Invest, um esquema de pirâmide financeira que pode ter deixado mais de R$ 170 milhões de prejuízo para mais 3 mil clientes, incluindo atores e jogadores de futebol que investiram uma boa quantidade em dinheiro.

Os Agentes da Delegacia de Defraudações do RJ prenderam hoje o dono da JJ Invest na Barra da Tijuca no começo da manhã. Acredita-se que a JJ Invest seja o maior esquema de pirâmide ativo no Brasil atualmente, deixando milhares com dívidas e prejuízos. Jonas estava foragido da polícia, tendo sua prisão decretada ainda em 2019.

A JJ Invest chegou a patrocinar times de futebol, algo que parece ser comum entre esquemas de Pirâmide. A JJ chegou a patrocinar time do Neymar, com direito a nome da marca na camisa do jogador.

Esses patrocínios podem ter diferentes objetivos, desde divulgar o esquema para o maior número de pessoas, até mesmo realizar a lavagem e ocultação do dinheiro roubado das vítimas.

A JJ Invest também contava com investidores de alto nível, incluindo ex-jogadores de futebol (incluindo o Zico) e artistas. De acordo com as investigações, muitos investidores dizem ter perdido bastante dinheiro, com alguns alegando que o investimento realizado foi acima de R$ 1 milhão. Em um perfil no Instagram é possível encontrar fotos de diferentes atores e jogadores ao lado de Jonas.

Jonas não foi o único envolvido com o esquema de pirâmide que está sendo investigado pela polícia. Outros sete envolvidos foram indiciados por suspeita de obtenção de lucro com a JJ Invest.

Pirâmide prometia de 10% a 15% todo mês

Jonas com o jogador Zico.

Ainda de acordo com a investigação a JJ Invest prometia lucros de 10% a 15% para a carteira dos clientes, no entanto, os lucros eram pagos com a entrada de novos investidores. Com mais de 3 mil investidores lesados, alguns já até afirmaram que acham difícil ver esse dinheiro de novo.

Além da prisão Jonas ainda está respondendo por mais de 30 inquéritos apenas no Rio de Janeiro, mas também há processos contra ele em São Paulo, Maranhão, Recife e Ceará. Todos os processos pedem ressarcimento pelos investimentos realizados.

Jonas estava fugindo da policial nesses últimos meses, com o delegado afirmando que ele mudava constantemente de endereço para evitar ser encontrado.

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Matheus Henrique
Fã do Bitcoin e defensor de um futuro descentralizado. Cursou Ciência da Computação, formado em Técnico de Computação e nunca deixou de acompanhar as novas tecnologias disponíveis no mercado. Interessado no Bitcoin, na blockchain e nos avanços da descentralização e seus casos de uso.
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