Prefeitura do Rio vai investir R$ 3 milhões em filme do Faraó dos bitcoins

Seleção divulgada nesta terça-feira (3) prevê participação do município nas receitas líquidas de produção e distribuição da obra

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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A Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da distribuidora municipal RioFilme, aprovou um aporte de R$ 3 milhões para a produção da obra audiovisual intitulada Faraó dos Bitcoins. Publicado nesta terça-feira (3), o resultado faz parte do Programa de Fomento ao Audiovisual Carioca 2026 na categoria voltada para títulos com alto potencial comercial.

Submetido pela empresa Morena Filmes Eireli, o projeto garantiu a cota máxima liberada na segunda reunião de decisão de investimento do Edital nº 7, batizado de RioFilme Invest.

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O encontro virtual que definiu os contemplados ocorreu na quinta-feira (29) após uma etapa de apresentações orais, esclarecimentos e ajustes técnicos nas propostas.

A banca avaliadora contou com a presidência de Leonardo Jasmin Edde ao lado dos membros Carolina Teixeira Ribeiro e Maurício Hirata Filho.

Embora o documento oficial não detalhe o roteiro da produção, a alcunha que dá nome ao título ficou conhecida no país pelo caso de Glaidson, ex-garçom e ex-pastor preso em 2021 na Operação Kryptos sob acusação de comandar um esquema bilionário de pirâmide financeira com criptomoedas em Cabo Frio (RJ).

Filmes investidos pela RioFilmes e valores, produção do Faraó dos bitcoins consegue 3 milhões de reais
Filmes investidos pela RioFilmes e valores, produção do Faraó dos bitcoins consegue 3 milhões de reais (Foto/Reprodução).

Retorno financeiro aos cofres públicos e divisão do fundo de R$ 17,5 milhões

De acordo com as diretrizes do concurso público, o desembolso de R$ 3 milhões funciona no modelo de operação financeira com expectativa de retorno direto para a empresa municipal e para o Município do Rio de Janeiro.

Assim, a recuperação do capital público ocorre por meio da participação contratual nas Receitas Líquidas do Produtor (RLP) e nas Receitas Brutas de Distribuição (RBD) geradas pela exploração comercial.

Para liberar a verba milionária, o comitê analisou a viabilidade econômica do estágio de produção, o currículo da equipe artística e o plano de licenciamento nos mercados nacional e internacional. Aberto para inscrições entre 6 de julho e 14 de outubro de 2026, o edital completo reservou um orçamento global de R$ 17,5 milhões para apoiar longas-metragens ou séries independentes de ficção, animação e documentário.

Na mesma ata divulgada nesta terça-feira (3), outros três projetos audiovisuais receberam parecer favorável da comissão e somaram quase R$ 9 milhões aprovados na rodada.

A lista inclui a obra Marta, da Conspiração Filmes, que também levou R$ 3 milhões, além de O Missionário, da Paris Produções, contemplado com R$ 2 milhões, e do título Cássia, da H20 Distribuidora, que assegurou R$ 977.656,59.

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