Quantas vezes o Bitcoin morreu? 37 só este ano

Número é três vezes superior do que na relação de 2020.

Imagem de enterro do Bitcoin após morte
Imagem de enterro do Bitcoin após morte

Segundo estatísticas do site 99Bitcoins, o Bitcoin já foi declarado “morto” 37 vezes apenas em 2021, quase três vezes mais do que todo o ano anterior.

O obituário do Bitcoin reúne dados de mais de uma década, começando em 2010 quando o Bitcoin valia apenas alguns centavos de dólar.

Essa história pode ajudar a mostrar que muitos economistas estavam errados e outros mais continuam equivocados sobre a força da moeda digital.

Número de vezes que o Bitcoin foi declarado como morto. Fonte: 99Bitcoins
Número de vezes que o Bitcoin foi declarado como morto. Fonte: 99Bitcoins

2010, a primeira morte

A primeira morte do Bitcoin foi relatada por Sean Lynch, conhecido como “The Underground Economist“, em uma postagem em seu extinto site. Na época, cada Bitcoin valia apenas US$ 0,23 por unidade.

Através do artigo “Porque o Bitcoin não pode ser uma moeda”, Lynch explica que devido ao Bitcoin ter uma geração controlada de novas moedas, ninguém iria usar as suas moedas para comprar algo, afinal seria muito fácil acumular poder de compra por simplesmente manter as suas moedas paradas, já que elas valorizariam com o tempo.

Apesar de Lynch não estar totalmente errado, afinal muitas pessoas que não gastaram as suas moedas estão ricas hoje, o Bitcoin já era usado como moeda, como é o caso da história das duas pizzas que Laszlo comprou por 10.000 BTCs, meses antes de seu artigo.

Nos dias de hoje, o Bitcoin está sendo mais usado do que nunca, além de ter sido adotado por El Salvador como moeda legal, onde você pode usar a moeda digital para comer no McDonald’s, Starbucks, Pizza Hut e outros estabelecimentos físicos. Além disso, o BTC continua sendo amplamente utilizado na internet para pagamentos de bens e serviços.

Sean Lych acabou excluindo todas as suas redes sociais, porém ainda é possível encontrar registros de como era seu Twitter em 2014, que pelo visto ele recebeu muitas mensagens de Bitcoiners conforme o Bitcoin crescia.

“Devido ao número de spam de respostas/seguidores que recebo, não presto mais atenção a nenhum deles”.

Anos de alta, anos de morte

Dentre as 429 vezes que o Bitcoin morreu em toda sua história até hoje, os maiores picos ocorreram durante períodos de alta. Começando em 2013 quando o Bitcoin passava a marca de US$ 1 mil pela primeira vez na história e atraia a atenção de “especialistas”.

A maior ocorrência de morte foi em 2017, ano em que o Bitcoin saltava dos US$ 900,00 para os US$ 20 mil. Nessa época, sua comunidade lidava com a guerra do tamanho dos blocos que resultou na criação do Bitcoin Cash. No total, o Bitcoin morreu 124 vezes naquele ano.

Com o preço e adoção do Bitcoin crescendo em 2021, o número de vezes que ele morreu também aumentaram, cerca de 3 vezes em relação à 2020. A última morte, até o momento, foi relatada por Steve Hanke, economista formado pela Universidade Johns Hopkins, no último dia 20 de setembro.

“A volatilidade do #Bitcoin é o seu calcanhar de Aquiles e a razão pela qual ele nunca servirá como uma moeda ou unidade de conta confiável. Bitcoin nada mais é do que um ativo altamente especulativo com um valor fundamental de ZERO.”

Bitcoin também já morreu no Brasil, mas contagem não foi registrada

Apesar do alto número de mortes, o site 99Bitcoins parece não contar as vezes que o Bitcoin morreu segundo economistas de outros países, caso contrário este número seria bem maior.

Apenas o economista brasileiro Samy Dana, por exemplo, já declarou o Bitcoin como morto 15 vezes entre 2014 e 2019, não contando nos registros do 99Bitcoins.

Número de vezes que Samy Dana falou do Bitcoin.
Número de vezes que Samy Dana falou do Bitcoin. Fonte: Planilha

Talvez o Bitcoin seja um ativo muito novo e que não estava nos livros que estudaram em suas vidas acadêmicas, mas é possível que a moeda digital “morra” muito mais vezes no futuro.

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Henrique Kalashnikov
Formado em desenvolvimento web há mais de 20 anos, Henrique Kalashnikov encontrou-se com o Bitcoin em 2016 e desde então está desvendando seus pormenores. Tradutor de mais de 100 documentos sobre criptomoedas alternativas, também já teve uma pequena fazenda de mineração com mais de 50 placas de vídeo. Atualmente segue acompanhando as tendências do setor, usando seu conhecimento para entregar bons conteúdos aos leitores do Livecoins.

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