A corretora Binance retomou os saques de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e das principais criptomoedas do mercado por meio de um cronograma de liberação em fases.
De acordo com o comunicado atualizado pela empresa neste domingo (1) no X (ex-Twitter), as transferências voltaram a funcionar após o avanço nas verificações de segurança iniciadas depois do ataque hacker sofrido na quinta-feira (29).
Na relação de estruturas principais já habilitadas para retiradas estão o Bitcoin, o XRP, a Dogecoin (DOGE) e a Solana (SOL), que também liberou o envio de USDT e USDC.
Além disso, a rede Ethereum e a BNB Smart Chain (BSC) estão com suporte restabelecido para suas moedas nativas e para as duas maiores stablecoins atreladas ao dólar.
No lote mais recente de ativações entraram os ativos nativos das redes Zcash (ZEC) e Sui (SUI), além do ecossistema TON para envios de USDT e GRAM. Segundo a plataforma, o time técnico restaurará outras moedas e canais de transferência conforme as etapas finais de auditoria interna forem concluídas.
Sidechains funcionam e especialista compara caso com Mt. Gox:
Para os usuários que movimentam valores em soluções de segunda camada e redes alternativas, a corretora já normalizou as operações na Arbitrum para os tokens ARB, ETH, USDT e USDC. Também operam sem restrições a Optimism (ETH, USDT e USDC), a Base (ETH e USDC), a Polygon (POL, USDT e USDC), a Avalanche C-Chain (AVAX, USDT e USDC) e a Tron (TRX e USDT).
Ao analisar a velocidade da retomada neste domingo (1), o especialista em Bitcoin J. P. Mayall comparou o episódio atual com o colapso da corretora Mt. Gox, que perdeu 850 mil bitcoins em 2014 e levou uma década para iniciar a devolução dos fundos.
Segundo a publicação do analista no X, o ataque de quinta-feira contra a Binance representou o maior roubo da história do setor, com US$ 6,3 bilhões drenados por invasores que o FBI associou à Coreia do Norte.
Ainda de acordo com a avaliação de Mayall, a plataforma conseguiu repor 95% do montante em menos de 72 horas por meio da combinação de caixa próprio, reservas do fundo SAFU e seguro da divisão de contratos futuros.
“Podia ter oferecido deságio ou empurrado com a barriga, preferiu pagar tudo. – analisou J. P. Mayall.
Com a estratégia para absorver o impacto no balanço da companhia sem repassar perdas ou deságios aos correntistas, o prazo de dez anos visto na crise de 2014 caiu para três dias, mostrando profissionalismo da equipe técnica da Binance.
“Em menos de 72 horas repôs 95% com caixa próprio, fundo SAFU e seguro de futuros, ou seja, o prejuízo ficou no balanço da empresa e não na conta do cliente. Dívida é financeira e moral ao mesmo tempo, quem controla uma empresa e não paga o que deve queima a credibilidade dela junto com o próprio nome, e isso não tem volta.” — J. P. Mayall, especialista em Bitcoin.
Como acompanhar a liberação das redes em tempo real?
Enquanto o processo de reabertura gradual avança para os demais tokens listados na corretora, a equipe publica novos boletins no perfil oficial do X a cada bateria de testes finalizada.
Os investidores que desejam checar a disponibilidade exata de depósitos e retiradas de cada protocolo em tempo real podem consultar o painel público de status das redes no site oficial da Binance Brasil em https://www.binance.com/pt-BR/network.