Saques da Binance em Bitcoin, Ethereum e principais criptomoedas voltam a funcionar neste domingo (1), veja como acompanhar

Corretora liberou retiradas em etapas neste domingo (1) para mais de quinze redes após concluir verificações técnicas de segurança

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
4 min de leitura

A corretora Binance retomou os saques de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e das principais criptomoedas do mercado por meio de um cronograma de liberação em fases.

De acordo com o comunicado atualizado pela empresa neste domingo (1) no X (ex-Twitter), as transferências voltaram a funcionar após o avanço nas verificações de segurança iniciadas depois do ataque hacker sofrido na quinta-feira (29).

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Na relação de estruturas principais já habilitadas para retiradas estão o Bitcoin, o XRP, a Dogecoin (DOGE) e a Solana (SOL), que também liberou o envio de USDT e USDC.

Além disso, a rede Ethereum e a BNB Smart Chain (BSC) estão com suporte restabelecido para suas moedas nativas e para as duas maiores stablecoins atreladas ao dólar.

No lote mais recente de ativações entraram os ativos nativos das redes Zcash (ZEC) e Sui (SUI), além do ecossistema TON para envios de USDT e GRAM. Segundo a plataforma, o time técnico restaurará outras moedas e canais de transferência conforme as etapas finais de auditoria interna forem concluídas.

Sidechains funcionam e especialista compara caso com Mt. Gox:

Para os usuários que movimentam valores em soluções de segunda camada e redes alternativas, a corretora já normalizou as operações na Arbitrum para os tokens ARB, ETH, USDT e USDC. Também operam sem restrições a Optimism (ETH, USDT e USDC), a Base (ETH e USDC), a Polygon (POL, USDT e USDC), a Avalanche C-Chain (AVAX, USDT e USDC) e a Tron (TRX e USDT).

Ao analisar a velocidade da retomada neste domingo (1), o especialista em Bitcoin J. P. Mayall comparou o episódio atual com o colapso da corretora Mt. Gox, que perdeu 850 mil bitcoins em 2014 e levou uma década para iniciar a devolução dos fundos.

Segundo a publicação do analista no X, o ataque de quinta-feira contra a Binance representou o maior roubo da história do setor, com US$ 6,3 bilhões drenados por invasores que o FBI associou à Coreia do Norte.

Ainda de acordo com a avaliação de Mayall, a plataforma conseguiu repor 95% do montante em menos de 72 horas por meio da combinação de caixa próprio, reservas do fundo SAFU e seguro da divisão de contratos futuros.

“Podia ter oferecido deságio ou empurrado com a barriga, preferiu pagar tudo. – analisou J. P. Mayall.

Com a estratégia para absorver o impacto no balanço da companhia sem repassar perdas ou deságios aos correntistas, o prazo de dez anos visto na crise de 2014 caiu para três dias, mostrando profissionalismo da equipe técnica da Binance.

“Em menos de 72 horas repôs 95% com caixa próprio, fundo SAFU e seguro de futuros, ou seja, o prejuízo ficou no balanço da empresa e não na conta do cliente. Dívida é financeira e moral ao mesmo tempo, quem controla uma empresa e não paga o que deve queima a credibilidade dela junto com o próprio nome, e isso não tem volta.” — J. P. Mayall, especialista em Bitcoin.

Como acompanhar a liberação das redes em tempo real?

Enquanto o processo de reabertura gradual avança para os demais tokens listados na corretora, a equipe publica novos boletins no perfil oficial do X a cada bateria de testes finalizada.

Os investidores que desejam checar a disponibilidade exata de depósitos e retiradas de cada protocolo em tempo real podem consultar o painel público de status das redes no site oficial da Binance Brasil em https://www.binance.com/pt-BR/network.

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