“Temos de controlar as criptomoedas”, diz vice-presidente do banco central dos EUA

Braço-direito de Jerome Powell, ela acredita que o momento é o melhor para regular as criptomoedas.

Lael Brainard, Vice-Presidente do FED e criptomoedas. Divulgação.
Lael Brainard, Vice-Presidente do FED. Divulgação.

Na última semana, a Vice-Presidente do FED, Lael Brainard, participou de um encontro no Banco da Inglaterra, em Londres (Reino Unido). Durante sua fala, ela defendeu o controle das criptomoedas antes que essas cresçam muito e se tornem um problema.

Braço direito de Jerome Powell no Banco Central dos EUA, Brainard é uma economista reconhecida no partido Democrata, que quase se tornou a primeira mulher assumir a presidência do FED. Em maio de 2022, ela foi nomeada por Joe Biden para um mandado de 4 anos como vice-presidente do órgão.

Essa economista tem falado também contra o fenômeno da inflação descontrolada, o maior problema a ser resolvido na maior potência do mundo.

“Temos que controlar as criptomoedas antes que cresçam muito”, diz Vice-Presidente do FED

Em uma palestra na Conferência do Banco da Inglaterra, sobre o tema das criptomoedas e DeFi, Lael Brainard disse que a recente volatilidade deste mercado apresentou as vulnerabilidades do setor.

De acordo com a VP do FED, mesmo se declarando como um sistema novo e independente das finanças tradicionais, estes ativos estão sujeitos aos mesmos riscos, já familiares entre reguladores.

Dessa forma, para avançar ao futuro, Lael indica que as criptomoedas devem ser acompanhadas de perto. Assim, o FED já monitora os riscos desse mercado e suas ligações com o mercado tradicional, de modo a criar regras sem sufocar as inovações.

Estamos monitorando de perto os eventos recentes em que os riscos no sistema se cristalizaram e muitos investidores de criptomoedas sofreram perdas. Apesar das perdas significativas dos investidores, o sistema financeiro cripto ainda não parece ser tão grande ou tão interconectado com o sistema financeiro tradicional a ponto de representar um risco sistêmico.

Como os setores cripto e tradicionais não estão conectados, a VP do FED indica que esse é o momento ideal para agir e controlar as criptomoedas, antes que elas cresçam muito e, aí sim, representem uma ameaça a estabilidade financeira.

“É importante que as bases para uma regulamentação sólida do sistema financeiro cripto sejam estabelecidas agora, antes que o ecossistema cripto se torne tão grande ou interconectado que possa representar riscos para a estabilidade do sistema financeiro mais amplo.”

“Bancos se envolvendo com criptomoedas e stablecoins são os maiores riscos e devemos agir com urgência”

Citando os maiores riscos de uma quebra das criptomoedas, Lael Brainard disse que são quatro pontos que explicam a queda do bitcoin: alta volatilidade, quebra da Terra (LUNA), empréstimos descentralizados e plataformas alavancadas.

Contudo, o que lhe perturba sobre este setor é o crescimento das stablecoins e o recente interesse de bancos, que começam a se envolver em atividades nesse ecossistema. Com isso, caso as criptomoedas quebrem, é possível haver conexões com o mercado tradicional que podem causar crises, chamados efeitos de transbordamento (spillovers).

Em sua fala, ela defendeu que o FED e demais bancos centrais fiscalizem o setor e criem regras urgentes, de modo a gerenciar os riscos das criptomoedas.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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