Trader de Bitcoin marca encontro pelo Tinder e quase é roubado

De acordo com relato de homem, ele foi drogado por mulher que havia se apresentado como vendedora P2P.

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Encontro marcado pelo Tinder Bitcoin
Encontro marcado pelo Tinder

Um encontro marcado pelo Tinder quase terminou totalmente mal para um trader de Bitcoin que chegou a ser drogado. Por sorte, o local onde ele armazenava suas moedas não liberou a quantia solicitada pelos criminosos.

A história foi narrada pelo entusiasta de Bitcoin Jameson Lopp, CTO da empresa CasaHODL. Sua empresa é responsável por realizar a custódia de moedas para seus clientes.

Apesar de contar sua história, o homem que quase perdeu suas criptomoedas acabou se esquecendo de uma regra básica no mercado de criptomoedas, que é o sigilo sobre investimentos.

Além disso, o próprio Tinder, como recomendação de segurança para seus usuários, pede que informações financeiras nunca sejam compartilhadas com desconhecidos.

“Nunca envie dinheiro ou informações financeiras”, diz o Tinder.

Trader de Bitcoin contou aventura perigosa pelo Tinder

O texto escrito por Jameson Lopp chamado de “Armadilha do Tinder” no blog da empresa CasaHODL narra a história de um trader de Bitcoin que havia pedido um bloqueio de emergência de suas criptomoedas após ir a um encontro pelo aplicativo Tinder.

“Este cliente é um solteiro que, como dezenas de milhões de outras pessoas, usa aplicativos de namoro para conhecer mulheres. Na semana passada, ele encontrou o perfil de uma mulher cuja biografia do Tinder afirmava que ela trabalhava como negociante de criptomoedas.

Nosso cliente achou isso intrigante e mandou uma mensagem para ela, pois é raro encontrar alguém interessado em falar sobre criptomoedas. Em uma de suas primeiras mensagens com essa mulher, ele mencionou que ele também era um trader de criptomoeda, com o objetivo de estabelecer um terreno comum.”

Após a primeira conversa pelo aplicativo, os “pombinhos do Bitcoin” marcaram um encontro em uma cafeteria. Chegando ao local, a suposta negociante de criptomoedas se parecia com as imagens divulgadas no aplicativo, o que levou o homem a confiar um pouco mais.

No entanto, em suas conversas, ela citou apenas uma vez o assunto de Bitcoin, apenas afirmando que seu pai havia feito uma aquisição de 1 BTC por US$ 30.000,00.

“Vamos para minha casa”

Saindo da cafeteria, eles ainda continuaram as conversas em um passeio pelas ruas. Foi quando veio o convite da mulher, que queria levar o trader de Bitcoin para sua casa, sob o pretexto de tomar uma bebida juntos.

No local, o trader ainda prestou atenção que a mulher quase não bebia e apenas conversava. Neste ponto, a vítima precisou ir até o banheiro, momento em que pode ter sido o ataque contra ele, narrou Lopp.

“Após algum tempo o cliente foi ao banheiro. Enquanto ele estava lá, suspeitamos que a mulher misturou a bebida de nosso cliente com escopolamina, também conhecida como ‘Hálito do Diabo’, ou um benzodiazepínico.”

Após voltar do banheiro, o trader de Bitcoin quase não se lembra mais do que ocorreu, sendo apenas alguns momentos ainda presentes em sua memória. Sua última lembrança foi de um beijo na golpista.

Acordou apenas no dia seguinte com seus pertences do lado

No outro dia, quando acordou na suposta casa da negociante de Bitcoin que encontrou pelo Tinder, o trader se assustou. Seu celular havia sido levado e a casa estava vazia. Apesar disso, sua carteira e documentos não foram levados.

“Nosso cliente acordou no dia seguinte em sua cama e percebeu que seu telefone havia sumido, embora sua carteira junto com dinheiro, cartões de débito e identidade ainda estivessem lá. Nenhum outro objeto de valor (como seus eletrônicos e passaportes) foi roubado da residência.”

Os assaltantes ainda tentaram acessar suas contas em corretoras, e ele acredita que, enquanto estava sob efeito dos medicamentos, possa ter entregue suas senhas de acesso do celular a mulher.

Mesmo assim, apesar das inúmeras tentativas de acesso, os bandidos conseguiram levar apenas um pouco de Bitcoin do trader, os que estavam em uma corretora. Já suas posses em maior volume estavam em segurança.

“Não acreditamos que este ataque tenha sido perpetrado exclusivamente pela mulher que conheceu. Ela provavelmente passou o telefone para outra pessoa, possivelmente uma organização criminosa, para começar a trabalhar drenando suas várias contas o mais rápido possível. A mulher provavelmente estava atuando como engenheira social.”

Lopp afirmou que como medida de segurança os traders devem se colocar como inimigos de si mesmos, visto que, em um caso como esse, em que uma pessoa perde a consciência, ele poderia ter revelado todas as suas posses sem se dar conta do que estava fazendo.

O entusiasta pede que os investidores de Bitcoin nunca revelem suas posses, nem para conhecidos. Recentemente, um amigo roubou o outro, levando R$ 3,6 milhões no golpe.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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