TSE revela planos de levar blockchain para eleições

A tecnologia considerada como protocolo da confiança segue sendo avaliada no Brasil.

Aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral próximo de Título Eleitoral, blockchain e eleições
Aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral próximo de Título Eleitoral

Um servidor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou haver estudos sobre a blockchain que podem ser levados para as eleições. Essa seria uma das tecnologias que podem ajudar o Brasil a evoluir a segurança do processo eleitoral, garantindo que os votos finais sejam apurados sempre o mais confiável.

Nas eleições atualmente, o sistema brasileiro utiliza as urnas eletrônicas para o registro de votos da população. Ao final de um dia de votação, os sistemas são levados para apuração e contabilizam os votos válidos para cada candidato.

Em uso desde 1996, quando as primeiras unidades foram produzidas, a urna é colocada sob desconfiança em anos eleitorais, principalmente por candidatos. De acordo com o TSE, embora muitos não confiem no sistema, nenhum teste público conseguiu violar o resultado de eleições até hoje, o que torna as urnas um dispositivo totalmente confiável.

Nos últimos dias, por exemplo, o TSE apresentou a produção de 225 mil urnas modelo UE2020, a maior fabricação da história dos equipamentos, feita pela empresa Positivo.

Mas mesmo com o sistema de urnas sendo totalmente confiável, inclusive com testes públicos frequentes, a justiça segue atenta a inovações para levar para tornar o Brasil referência na transparência e confiabilidade de seu sistema eleitoral.

Servidor do TSE confirma testes para levar blockchain para eleições

Na última sexta-feira (29), a Universidade de Brasília (UnB) promoveu uma mesa redonda sobre as urnas eletrônicas e o sistema eletrônico de votação brasileiro.

Um dos convidados foi o ministro aposentado Carlos Mário Velloso, que presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando as urnas foram implantadas no Brasil. Ele lembrou que em 1994, quando o voto era em papel, várias fraudes foram detectadas no Rio de Janeiro, o que levou as autoridades a discutirem sobre como mudar essa realidade.

“O TSE percebeu que precisava se engajar na era dos computadores e afastar de vez a mão humana dos votos.”

Com apoio de civis e militares, uma comissão foi implantada na época que resultou então na criação da urna eletrônica, utilizada pela primeira vez nas eleições de 1996.

Em participação no evento, o atual coordenador de Modernização do TSE, Célio Castro Wermerlinger, comentou que as urnas são seguras e uma criação 100% nacional. Em sua palestra durante o evento, o servidor do tribunal eleitoral comentou sobre auditoria e fiscalização dos votos, indicando que o atual sistema é seguro, transparente, auditável e inclusivo.

Mesmo assim, Célio explicou haver no TSE o projeto “Eleições do Futuro“, que busca soluções mais eficientes e economicamente viáveis para votação eletrônica, sendo a blockchain uma dessas opções atualmente em estudo.

Além da blockchain, o TSE conduz estudos de um protocolo de votação fim a fim, uso de criptografia pós-quântica e de chaves compartilhadas.

Dessa forma, fica claro que a tecnologia criada pelas criptomoedas tem espaço na agenda de desenvolvimento de um tema sensível no Brasil, que é a confiança no processo eleitoral.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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