Zagueiro processa clube brasileiro, não quer criptomoedas

Walter Ibáñez, do Uruguai, tem contas a receber com clube e pede bloqueio de repasse na CBF!

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Walter Ibanez, zagueiro processa clube brasileiro
Walter Ibanez, zagueiro processa clube brasileiro - Reprodução/Flickr

Um zagueiro uruguaio processa um clube de futebol no Brasil por, possivelmente, não cumprir com acordos. Após não aceitar criptomoedas como pagamento, o jogador quer bloquear o valor que a CBF irá repassar ao clube brasileiro.

Conhecido como Walter Ibáñez, o zagueiro quase jogou pelo clube de futebol Vila Nova Futebol Clube, de Goiás. Com negociação iniciada em 2017, sua chegada era condicionada a de outro jogador, também uruguaio, mas as negociações não avançaram.

Contudo, Walter entrou na justiça brasileira pedindo R$ 350 mil do clube, afirmando que teria direito a receber o valor por prejuízos que teria sofrido. O valor foi solicitado após o jogador não receber, em criptomoedas, o que acredita ser o correto. Em 2019, uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho deu ganho de causa ao jogador.

Zagueiro uruguaio processa clube brasileiro em R$ 350 mil após problemas, criptomoedas não foram aceitas por dificuldade em conversão

O zagueiro uruguaio Walter Ibáñez tem processado o clube Vila Nova, de Goiás, por descumprir um pré-contrato. Na justiça do trabalho, o jogador já conseguiu várias decisões favoráveis em sua visão, que onera o clube brasileiro em R$ 350 mil.

Desde 2019, de acordo com o portal Sagres, o Vila Nova já teria sido declarado culpado na justiça. Na ocasião, o clube de futebol recebeu decisão desfavorável, sendo que deveria pagar o valor ao zagueiro, mas tem recorrido.

Contudo, em outubro de 2019, o Vila Nova começou uma parceria com a All In Assessoria Esportiva, que cuida da USD Soccer, uma criptomoeda voltada a clubes de futebol. No site oficial, a USD Soccer é vendida no site DayBit Investimentos, e teria sido oferecida ao jogador uruguaio como pagamento pela dívida.

O zagueiro Walter Ibáñez então recorreu novamente no TRT-18, afirmando que não quer receber em criptomoedas. Isso porque, as criptomoedas apontadas como meio de pagamento não possuem facilidade de serem convertidas em dinheiro, e o juiz concordou com a visão do jogador novamente.

Nestes autos a nomeação de bens feita pelo executado restou prejudicada, pois indicou criptomoedas que, no momento, não podem ser convertidos em pecúnia.

Jogador recorre para receber parte do repasse emergencial que será dado pela CBF

A instituição máxima ligada ao esporte no país é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Com o acirramento da crise do novo coronavírus, a CBF informou que irá repassar valores para ajudar os clubes neste período em que o futebol está paralisado.

Ao vislumbrar o apoio a ser dado ao clube que processa, o zagueiro que não aceitou criptomoedas pediu na justiça que seja bloqueado uma parte do valor que será repassada pela CBF. Ou seja, para receber o que lhe é devido, Ibáñez novamente acionou o TRT.

O juiz que cuidou do caso notificou então a CBF para que realize o bloqueio de 30% do valor repassado pela CBF ao Vila Nova. Dessa forma, qualquer repasse que a CBF faça ao clube, terá uma porcentagem retirada para pagar o zagueiro antes. O processo 0011559-22.2019.5.18.0014 ainda está em análise judicial pelo TRT-18, em Goiás.

Diante dessa notícia, nada obstante o silêncio do exequente, oficie-se para a CBF para que proceda ao bloqueio e transferência do crédito exequendo devido pelo executado, observado o limite de 30% do valor total a ser repassado ao Vila Nova Futebol Clube, bem como 30% de quaisquer outros créditos que o executado tenha a receber da entidade.

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Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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