Fim do Spotify? Napster abraça criptomoedas e promete revolucionar streaming de músicas

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
5 min de leitura

O mundo da música está prestes a ser sacudido. E quem lidera essa revolução? Aparentemente, o Napster, um nome que há muito se tornou sinônimo da polêmica na era de compartilhamento de arquivos.

Para os mais jovens, o Napster foi uma plataforma pioneira de compartilhamento de músicas, que permitia que seus usuários trocassem MP3s.

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Imagine um Spotify que não te cobra nada, mas em vez de dar play, você tinha que esperar as músicas baixarem enquanto esperava a sua conexão discada conectar (bons tempos!).

Napster 2 beta 5 (Imagem: Reddit)
Napster 2 beta 5 (Imagem: Reddit)

O Napster foi revolucionário. Ele mudou completamente o cenário da indústria musical e a forma como consumíamos músicas. As gravadoras? Bem, vamos dizer que elas não mandaram flores de agradecimento para a plataforma.

O site acabou se tornando o alvo de múltiplos processos judiciais, especialmente de grandes artistas e bandas (Metallica) que não estavam nada felizes em ver suas músicas sendo baixadas de graça.

Sob pressão e vários processos nas costas, o Napster acabou fechando suas portas em 2001. Mas como uma banda de rock dos anos 80 que não sabe quando parar, o Napster teve várias “reuniões” e “turnês de despedida”, retornando em diferentes formas ao longo dos anos.

Napster abraça criptomoedas e promete revolucionar indústria de streaming

Agora sob a liderança de Jon Vlassopulos, ex-guru da plataforma Roblox, o Napster está se preparando para uma reviravolta. Em conversa com a Fortune, o empresário revelou que a empresa está mudando seu foco para um modelo de plataforma, inspirando-se no mundo virtual do Roblox.

Ele prevê que os fãs estarão mais dispostos a gastar em “verch” (mercadoria virtual), comprando músicas, mercadorias e ingressos em um ambiente digital.

Porém, a cereja do bolo é a inclusão de uma criptomoeda nos planos do Napster. Se você achava que Dogecoin era a criptomoeda da moda, espere até ver os “NapsterCoins” (nome fictício, por enquanto) entrando em ação.

Napster 2023 (Imagem: Nasper.com)
Napster 2023 (Imagem: Nasper.com)

Com a Algorand, uma empresa de tecnologia Web3, agora entre os proprietários do Napster, a integração com criptomoedas não é apenas uma tentativa de “estar na moda”, mas uma jogada estratégica da empresa.

O CEO parece confiante, acreditando que o Napster pode explorar a teoria dos “1.000 verdadeiros fãs”, oferecendo-lhes experiências mais valiosas. Enquanto isso, ele sutilmente atira uma sombra ao Spotify, questionando suas recentes estratégias de precificação.

Com a Algorand e a Hivemind, o Napster quer se reinventar como uma potência musical Web3. Segundo Jon Vlassopulos, eles estão de olho em um futuro onde a Web3 tem o potencial de trazer “bilhões e bilhões de dólares” para a indústria da música.

No entanto, o Napster não pretende abandonar seu serviço de streaming existente. Por quê? Bem, graças à sua longa relação com gravadoras e detentores de direitos autorais.

“Essa relação é um ativo inestimável, quase impossível de ser reproduzido por outros”, observa Vlassopulos.

Jonathan Vlassopulos (Imagem: Linkedin)
Jonathan Vlassopulos (Imagem: Linkedin)

A ideia é utilizar a base existente do Napster para introduzir o mundo Web3 a uma audiência mais ampla. Imaginem transformar perfis de usuários em carteiras Web3 ou proporcionar experiências musicais ao vivo exclusivas.

A receptividade por parte das gravadoras é notável. De acordo com Vlassopulos, há um fervilhante interesse na Web3 entre os executivos do setor musical. O desafio, no entanto, é que muitas startups emergentes nesse domínio são, nas palavras de Vlassopulos, “projetos e não empresas”.

Eles frequentemente carecem dos direitos e escala para inovação significativa.

Contudo, o Napster vê isso como uma oportunidade. A empresa planeja impulsionar startups musicais Web3 através de um novo fundo de risco, com possíveis aquisições no horizonte.

Ao refletir sobre o futuro e a aplicabilidade da Web3 na música, Vlassopulos expressou seu desejo de criar momentos icônicos, similar à agitação que surgiu quando Lil Nas X fez sua performance virtual no Roblox. Ele acredita que eventos assim podem ilustrar o real valor da Web3 para a indústria musical.

Enquanto isso, o Spotify não quer ficar para trás e já vem explorando os potenciais da web3, tendo até mesmo já lançado um projeto-piloto que integra algumas coleções de NFTs em playlists da plataforma.

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