O governo americano publicou nesta sexta-feira (29) os dados do Índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla inglesa), novamente mostrando que a inflação continua longe da meta do Fed.
Isso ajudou a pressionar o preço do Bitcoin, que volta ser negociado abaixo dos US$ 110.000.
Outras criptomoedas também operam em queda. Enquanto Bitcoin cai 3,7% nas últimas 24 horas, Ethereum e XRP caem 6,3% e 5,8%, respectivamente, no mesmo período.
Inflação americana volta a subir
Após chegar em 2,2% anual em abril, menor porcentagem do ano, o PCE americano chegou a 2,6% no mês de julho, segundo relatório publicado nesta sexta-feira (29) pelo Escritório de Análise Econômica dos Estados Unidos (BEA).
Excluindo alimentos e energia, o PCE chega a 2,9%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla inglesa) registrou uma inflação anual de 2,7%, segundo levantamento mais recente.
A diferença entre o PCE e o CPI é que o primeiro agrega dados adicionais, como variações nos custos de planos de saúde pagos pelo empreendedor. Por outro lado, o PCE maquia a inflação por ter uma cesta flexível, ou seja, pode trocar carne por frango caso o preço da carne aumente.
Independente dos dados usados, ambos pressionam o Fed a manter a taxa de juros inalterada na próxima reunião do dia 17 de setembro.
Segundo a Ferramenta CME FedWatch, atualmente as chances estão em 87,2% para de um corte de 0,25% e 12,8% de que não haja mudanças.

Bitcoin e criptomoedas voltam a ser pressionados pelos dados de inflação
Conforme juros mais altos representam maiores rendimentos na renda fixa, além de uma economia mais travada, isso significa que menos dinheiro flui para investimentos de risco como o Bitcoin.
Por conta disso, o mercado de criptomoeda opera em queda nesta sexta-feira (29).
Bitcoin cai 3,7%, Ethereum outros 6,3% e XRP 5,8%.

Outros nomes famosos, como Pendle, Tezos, Chainlink e Hyperliquid, operam em quedas entre 9 a 10% nas últimas 24 horas.
No mercado tradicional, S&P 500 abre o dia em queda de 0,7% e Dow Jones perde 0,46%, mostrando que o medo é geral.
Por fim, a atenção dos investidores está toda voltada para a próxima reunião do Fed e para a inflação nos meses seguintes. Isso porque o BC americano pode até cortar os juros agora, mas isso também pode surtir um efeito ainda pior para a economia.