O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso das empresas Google Brasil e Google LLC conforme decisão publicada na quarta-feira (27). A ordem assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca obriga as companhias a fornecerem dados de e-mail em uma apuração judicial.
Infratores utilizaram os aplicativos Tinder e WhatsApp para induzir uma vítima a enviar fundos para investimentos falsos. Os criminosos orientaram a transferência de saldo bancário para uma corretora de criptomoedas e para carteiras de cripto específicas.
A justiça paulista ordenou a entrega de registros de conexão e arquivos variados de plataformas digitais dos investigados. A ordem abrange históricos de localização e cópias de segurança de arquivos entre os meses de fevereiro e abril.
STJ firma regras sobre jurisdição em golpes com criptomoedas
Os defensores do Google alegaram que a conta alvo possui vínculos com servidores dos Estados Unidos. Eles defenderam a necessidade de acordos de cooperação internacional para repassar o conteúdo aos investigadores brasileiros.
Nesta dinâmica, a companhia invocou a legislação norte-americana para tentar bloquear o acesso direto aos dados privados. Os advogados entregaram apenas cadastros básicos e preservaram o restante das informações nos servidores originais.
Fonseca rejeitou os argumentos sob a ótica do Marco Civil da Internet do ordenamento nacional. O texto legal aplica diretrizes locais para companhias estrangeiras com oferta de serviços ao público brasileiro.
Sob essa ótica, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia validado medidas similares em ações anteriores sobre requisição de evidências criminais. Essa base jurídica complementa os tratados de ajuda externa em vez de excluí-los das ferramentas processuais.
Leis locais garantem avanço contra fraudes financeiras
Além disso, o tribunal fixou que a presença de uma filial comercial no país justifica a aplicação da norma. A atuação do grupo econômico com sede em território nacional atrai a legitimidade das decisões judiciais expedidas.
Episódios em apuração causaram danos concretos a moradores do Brasil com interações pela internet. O magistrado apontou a transferência de recursos de bancos nacionais como um fator decisivo para a jurisdição interna.
Precedentes do poder judiciário aceleram as investigações sobre estelionatos cometidos com criptoativos contra a população.
O cumprimento de ordens emitidas pelas varas criminais não fere a soberania de outros países, destacou o STJ. Assim, o ministro atestou a validade da coleta de provas locais para coibir crimes cibernéticos de forma definitiva.

Justiça fecha cerco contra desvios com ativos em rede
Golpistas buscam esconder provas em plataformas remotas para dificultar a punição pelo judiciário nos dias de hoje. A postura da corte brasileira reduz o espaço de manobra para criminosos na rede mundial.
Vítimas enganadas obtêm mais chances de recuperar capitais desviados para bolsas de criptomoedas em transações velozes. As regras fixadas protegem a população civil contra armadilhas financeiras montadas em aplicativos de comunicação visual.
Vale destacar que a boa prática de segurança recomenda atenção redobrada em conversas com desconhecidos em ambientes virtuais de relacionamento. Promessas irreais de lucros servem como iscas para capturar economias de pessoas desatentas.
