A empresa multinacional de pagamentos anunciou o lançamento da Plataforma de Stablecoin da Visa (VSP) na quinta-feira (16). A nova estrutura ajuda firmas do setor financeiro a acessar recursos de criptoativos em um ambiente controlado pela companhia.
O serviço conecta o dinheiro fiduciário à infraestrutura de redes descentralizadas com trâmites diretos para os clientes institucionais.
Dessa forma, as corporações ganham recursos para criar e transferir essas moedas sem a necessidade de construir sistemas independentes a partir do zero.
A fase primária do projeto oferece suporte técnico para a emissão da OUSD (Open USD). Esse ativo representa uma novidade desenvolvida sob o modelo da Open Standard para circular no mercado de criptomoedas com paridade na moeda americana.
Plataforma corporativa de emissão de stablecoins atende fintechs e bancos comerciais
O executivo chefe de produto e estratégia da empresa explicou o contexto da criação desse serviço para o setor. Jack Forestell disse que as moedas de paridade abrem uma nova camada de dinheiro programável para os usuários corporativos.
“As stablecoins estão inaugurando uma nova camada de dinheiro programável, mas para a maioria das instituições a dificuldade não está no conceito, e sim na realidade operacional“, disse.
Assim, Forestell aponta a operação prática dessas funções como a etapa de maior desafio para os gestores no cenário atual.
O novo painel resolve esse entrave ao reunir as ferramentas de cunhar e gerenciar fluxos em um só lugar. Os clientes contam com a proteção e o alcance global de rede já conhecidos pelos parceiros comerciais da marca tradicional.
Integração com ferramentas da marca simplifica operações diárias de caixa
A conexão com os recursos já consolidados da companhia permite a inclusão dos pagamentos nas rotinas das corporações em tempo real.
Isso significa que as entidades podem usar os criptoativos para liquidação de contas e operações rotineiras de caixa interno.
As firmas parceiras com adoção prévia das soluções da administradora recebem suporte direto para implementar as moedas estáveis.
Todo o ecossistema funciona em sintonia com a função de carteira fornecida pelo novo formato do programa de repasses financeiros.
Os administradores dos perfis conseguem definir regras restritas sobre quem possui o poder de autorizar as movimentações na conta.
O sistema exige a aprovação de dois indivíduos distintos para concluir transações de alto risco e mitigar as chances de fraudes.
Além disso, as organizações podem vincular contas bancárias convencionais para transitar o saldo fiduciário em direção aos endereços custodiados nas contas empresariais.
Testes práticos definem os próximos passos da ferramenta de criptoativos
A arquitetura do sistema fornece listas de permissão para garantir o envio de fundos apenas para endereços com verificação prévia.
Além disso, a empresa mantém um registro de auditoria completo para rastrear todas as ações executadas pelos perfis dentro da rede.
O pacote corporativo engloba a liquidação de cartões vinculados aos ativos e a movimentação global de capital por empresas.
Juntas, essas capacidades entregam um conjunto de módulos para as firmas explorarem as finanças sem fronteiras com o aval da prestadora.
A plataforma liberou o acesso ao ambiente de verificação para um grupo restrito de parceiros nesta fase de desenvolvimento.
Os grupos selecionados possuem a chance de experimentar as abas operacionais e avaliar o impacto dessas funções em suas estratégias comerciais.
Os responsáveis pelo sistema vão recolher dados de usabilidade ao longo desse período fechado de avaliações práticas.
A base de informações gerada na versão piloto servirá para orientar as etapas seguintes de expansão do acesso ao público amplo.
