Os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido anunciaram uma aliança internacional inédita na quinta-feira (3). Esse novo acordo bilateral busca desarticular centrais globais de fraudes financeiras com foco intensivo no mercado de criptomoedas.
Representantes da força-tarefa norte-americana assinaram um memorando de entendimento inédito com as principais autoridades britânicas.
O documento oficial firma o compromisso prático de cooperação mútua contra organizações criminosas de caráter transnacional espalhadas pelo globo.
Sindicatos criminosos operam essas estruturas ilegais no sudeste asiático com uso de trabalho escravo, indicaram as autoridades em nota.
Os ataques cibernéticos e golpes com criptoativos retiram cerca de dez bilhões de dólares dos cidadãos americanos por ano.
Investigações conjuntas e evento presencial na Europa
A assinatura do tratado de união ocorreu na residência do embaixador britânico Christian Turner em Washington. Jeanine Ferris Pirro representou a agência norte-americana no encontro com os parceiros europeus na condição de procuradora.
Pelos britânicos compareceram o promotor Stephen Parkinson e o diretor da Agência Nacional de Crimes Graeme Biggar.
As partes concordaram em conduzir investigações paralelas contra alvos comuns com troca ágil de informações financeiras sigilosas.
As equipes dos dois países pretendem definir em conjunto as melhores jurisdições para julgar cada processo criminal. Os investigadores planejam um evento presencial de repressão com parceiros do setor privado em Londres no início de outubro.
Perdas bilionárias e ordem executiva presidencial
A procuradora Jeanine Ferris Pirro criou a unidade especial de repressão a fraudes em novembro de 2025.
O foco recai sobre redes clandestinas que operam esquemas de extorsão e lavagem de dinheiro com ativos digitais.
Dados do Centro de Reclamações de Crimes na Internet apontam um aumento de oitenta e nove por cento nas perdas com falsos investimentos cibernéticos. O valor subtraído das vítimas subiu de 4,57 bilhões de dólares em 2023 para 8,65 bilhões no decorrer de 2025.
As queixas oficiais refletem apenas uma fração do prejuízo total imposto aos investidores pelas quadrilhas internacionais. Grande parte das vítimas evita relatar as perdas aos órgãos de controle por vergonha ou desconhecimento das leis aplicáveis.
Mobilização federal e prevenção contra novos ataques
O presidente norte-americano Donald Trump assinou uma ordem executiva no dia seis de março de 2026.
A medida exige prioridade máxima do governo no combate aos esquemas que drenam as poupanças das famílias do país.
Inúmeras agências federais incorporaram seus agentes e recursos aos trabalhos diários da força-tarefa nos últimos meses.
A polícia federal norte-americana e os serviços de inteligência fiscal atuam em parceria com os departamentos de tesouro nacional.
A procuradora assistente Karen Seifert assumiu a direção executiva da unidade de segurança na capital dos Estados Unidos. O grupo de trabalho planeja educar a população civil para identificar fraudes e recuperar os fundos roubados pelos golpistas.
