A Bitget iniciou nesta semana a reabertura dos saques de criptomoedas após sofrer um ataque de US$ 387,5 milhões na última quinta-feira (24). Segundo um analista da CryptoQuant, a corretora já processou mais de US$ 593 milhões (R$ 3,1 bilhões) em retiradas de Bitcoin desde então.
O comportamento indica um medo por parte dos usuários. Como comparação, a Bybit processou US$ 5,5 bilhões (R$ 31 bilhões) em retiradas em 24 horas após ser hackeada em fevereiro de 2025.
No caso da Bitget, a empresa estará liberando saques das redes Ethereum, BSC, Arbitrum, Base e Optimism nesta terça-feira (29), de USDT nesta quarta-feira (30) e de outros tokens e moedas na sexta-feira (2). Portanto, o número acima ainda pode crescer.
Após hack, Bitget sofre corrida de saques de Bitcoin
Em análise compartilhada na CryptoQuant, o usuário ‘IT Tech’ nota que a Bitget costumava processar uma média de 267 bitcoins por dia em retiradas. Esse número disparou para 3.326 bitcoins na primeira hora da reabertura dos saques, que ficavam travados por quatro dias.
“A Bitget reabriu os saques de BTC às 08h00 UTC de 28 de setembro, conforme anunciado.”
- “Primeira hora: 3.326,20 BTC, em 837 transações;
- Primeiras 5 horas: 5.373,21 BTC;
- Total desde a reabertura: 7.131,71 BTC (~US$ 593 milhões);
- Média antes do hack: ~267 BTC por dia.”

Isso significa que a corretora processou o equivalente a 26,7 dias normais de saques em cerca de 24 horas.
Finalizando, o analista nota que a movimentação não teve efeito no preço do Bitcoin. Ou seja, os investidores não estavam movendo suas moedas para vendê-las.
Corretora publicou sua prova de reservas, afirmando ter excessos de 31% em relação aos fundos de seus usuários
Embora a Bitget publique somente uma prova de reservas por mês, a corretora realizou uma segunda auditoria sobre os fundos de seus usuários em setembro. O motivo, ao que tudo indica, seria tranquilizar seus clientes, evitando mais saques.
A publicação revela que a corretora mantém um excesso de 31% em relação aos fundos de seus usuários.
Dentre os destaques estão os coeficientes das reservas de USDT (107%), Ethereum (110%), USDC (154%), BNB (104%), XAUT (172%) e XRP (107%). Isso porque essas foram as criptomoedas afetadas pelo incidente de segurança.

A auditoria, no entanto, não menciona as reservas de Zcash, Alavanche e Tron, também afetadas no ataque. No entanto, elas também não apareciam nas publicações anteriores.
Em comparação com o relatório feito no último dia 15, é possível ver uma queda nos coeficientes das reservas de Ethereum (que estava em 160%), BNB (122%), XRP (155%) e XAUT (516%).
Por outro lado, esses coeficientes aumentaram para USDT (então em 100%) e USDC (140%), indicando que a corretora depositou fundos nessas carteiras. Já o coeficiente total caiu de 135% para 131%.