Os ETFs americanos de Bitcoin registraram nesta quinta-feira (22) saídas de US$ 635,5. Este é o maior nível diário de vendas desde o dia 25 de junho, há cerca de quatro meses.
Apesar disso, o Bitcoin opera firme na região dos US$ 81.400, operando em leve queda de 0,1% nas últimas 24 horas e de 0,1% nos últimos sete dias.
Analistas como Tom Lee, presidente da Bitmine, acreditam que as criptomoedas estão no início de um mercado de alta e, apesar de parte da comunidade duvidar disso, ele explica ser justamente assim que uma tendência altista se comporta em seu início.
BlackRock lidera saídas, mas outras gestoras também apresentam números grandes
Embora os ETFs estivessem no positivo em outubro, a nova venda fez com que o fluxo mensal voltasse para o negativo. No acumulado mensal, são US$ 174,5 milhões em vendas.
Em detalhes, a BlackRock registrou US$ 254,1 milhões em vendas nesta quinta-feira (22), seguido por US$ 217,5 milhões pela Fidelity e US$ 109,4 milhões pela Ark Invest e 21 Shares. Completando os US$ 635,5 milhões, estão outros US$ 29,5 milhões da Grayscale e US$ 27,4 da Bitwise.
O único ETF que registrou entradas foi o do Morgan Stanley, mas de somente US$ 2,3 milhões.

Ainda que o motivo das vendas não seja claro, o Bitcoin chegou a US$ 84.800 no meio da semana, mas caiu logo em seguida de volta à faixa dos US$ 81.500.
Portanto, as saídas podem indicar que o mercado não está tão otimista assim para romper este nível de resistência dos US$ 85.000.

Conhecido como um dos melhores meses para o Bitcoin, outubro decepciona novamente
Embora o Bitcoin tenha registrado ganhos em 11 meses de outubro nos últimos 16 anos, com uma média de valorização de 26,1%, a criptomoeda se encaminha para fechar o mês no vermelho pelo segundo ano consecutivo.

Por outro lado, o mês de setembro, que costumava ser um dos piores para a criptomoeda, acumula ganhos nos últimos quatro anos.
Isso pode indicar, portanto, uma quebra nesse padrão. Independentemente disso, o Bitcoin pode surpreender nos próximos oito dias e, principalmente, em novembro e dezembro, caso os touros consigam romper a resistência da região dos US$ 87.500.