Abin divulga material sobre mineração ilegal de criptomoedas

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
3 min de leitura

A Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, divulgou um material sobre a mineração ilegal de criptomoedas, chamada “cryptojacking”, a técnica pode causar problemas para usuários de computadores.

Considerado o Serviço Secreto Brasileiro, o órgão da Presidência da República é vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

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Em julho de 2020, agentes da Abin participaram de um evento sobre Bitcoin, quando apresentaram várias ferramentas que podem ser utilizadas no rastreio de criptomoedas, mostrando que a agência já está ciente de técnicas de investigação no setor há alguns anos.

Abin divulga material sobre mineração ilegal de criptomoedas feita por hackers: conheça ataque e saiba como se proteger

Nos últimos dias a Abin divulgou um novo material para o seu Programa Nacional de Proteção do Conhecimento Sensível (PNPC), que apoia empresas brasileiras a lutar contra espionagem, vazamento de informações e sabotagem, cibernética ou não.

Ao todo, já foram divulgadas 10 cartilhas públicas para que empresas possam se proteger de vários golpes, seja na proteção do celular, viagem ao exterior, e até invasões cibernéticas.

E o novo material divulgado no final de setembro envolve a Segurança na Internet, citando como a primeira ameaça os ransomwares, vírus que tem causado estragos pelo mundo.

Além disso, o guia da Abin fala contra possíveis ataques de mineração de criptomoedas em usuários, o chamado “cryptojacking”, que é quando hackers têm acesso ao dispositivo da vítima e consomem os recursos do computador para minerar criptomoedas. Ao alertar contra a prática, a imagem do bitcoin apareceu no guia do serviço secreto brasileiro.

Guia da Abin fala sobre cryptojacking e mostra imagem do bitcoin em alerta
Guia da Abin fala sobre cryptojacking e mostra imagem do bitcoin em alerta. Fonte: Abin.

De acordo com o estudo, ao ser infectado, a vítima pode identificar o problema por causa da lentidão em seu computador.

Para evitar ser pego, é importante bloquear pop-ups, instalador um bloqueador de anúncios e bloquear scripts em navegadores de internet. Utilizar uma solução anti-adware também pode ser útil para evitar os “cryptojackings”.

Outras ameaças são contra uso incorreto da nuvem, utilização inadequada da internet das coisas, uso do wi-fi público e phishing.

Autoridades brasileiras ligadas no tema

Como há um projeto de lei para regular as criptomoedas, o setor público brasileiro já reconhece esse tema, que pode ser legal em breve.

O Rio de Janeiro, por exemplo, apresentou uma proposta para aceitar esse novo meio de pagamento.

Além disso, nas eleições de 2022, da qual a Abin ajudou a manter a segurança, discussões sobre criptomoedas e até candidatos com o nome Bitcoin foram vistos, situações essas que mostram que a realidade do Brasil para as moedas digitais vão muito além dos golpes e fraudes.

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