Alexandre de Moraes nega recurso de ex-líder de pirâmide com Bitcoin que tenta evitar prisão

Gustavo Bertoluci
Gustavo Bertolucci
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.
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Em uma ação que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF), analisada pelo Ministro Alexandre de Moraes, um ex-líder da Braiscompany tentou aliviar sua condenação.

O caso divulgado nesta terça-feira (15) refere-se a um Habeas Corpus impetrado em favor de Clélio Fernando Cabral do Ó contra uma decisão do Superior Tribunal de Justiça.

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Ele recebeu acusações de fazer parte de uma organização criminosa envolvida em crimes financeiros. Além disso, pesam contra os crimes de lavagem de capitais e operações irregulares no mercado de valores mobiliários por meio da empresa Braiscompany.

Vale lembrar que no início de 2024, a 4ª Vara Federal de Campina Grande condenou os líderes da pirâmide financeira Braiscompany a prisão. Dentre eles, Clélio recebeu uma condenação de 19 anos de prisão.

Após a condenação pela Vara Federal de Campina Grande, Clélio ainda tentou recorrer junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ex-líder da Braiscompany tenta se livrar da prisão com recurso no STF, mas Ministro Alexandre de Moraes nega

Vale lembrar que a denúncia detalha a estrutura da organização criminosa, dividida em núcleos decisórios, de marketing e financeiros, todos com funções específicas para realizar e ocultar crimes financeiros. No caso de Clélio Cabral, ele é um dos citados como laranjas conscientes dos sócios, sob o comando direto de Antônio Neto e Fabrícia Campos.

Além disso, a denúncia apontou que o grupo captava recursos financeiros de vítimas e, em seguida, realizava operações fraudulentas de compra e venda de criptomoedas, usando contas bancárias de terceiros (laranjas) para movimentar e ocultar os recursos.

Antes da Operação Halving deflagrada pela Polícia Federal contra a Braiscompany, a Binance chegou a bloquear contas dos líderes. A conta de Clélio foi uma das suspensas na maior corretora do mundo, e ele chegou a declarar ao Livecoins que participava apenas como cliente na empresa fraudulenta.

A defesa de Clélio alegou que a Justiça Federal não seria competente para julgar o caso, mas tanto o Tribunal Regional Federal da 5ª Região quanto o Superior Tribunal de Justiça mantiveram a competência da Justiça Federal, considerando as características dos crimes e a evidência de que a Braiscompany atuava como uma instituição financeira irregular.

O Ministro Alexandre de Moraes, relator do caso de Clélio no STF, concluiu que não havia constrangimento ilegal a ser sanado e indeferiu o pedido de Habeas Corpus, mantendo a decisão anterior.

Dentre os Brokers de maior prestígio na Braiscompany, os de grau “Select” tinham posição de destaque, sendo Clélio um deles. Vale lembrar que o sócio principal, Antônio Neto segue preso na Argentina, aguardando extradição ao Brasil.

Ex-Broker Select da Braiscompany tentou afastar condenação de prisão no STF, mas Ministro Alexandre de Moraes negou
Ex-Broker Select da Braiscompany tentou afastar condenação de prisão no STF, mas Ministro Alexandre de Moraes negou/Reprodução.
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