Altcoins ou alavancagem de Bitcoin, qual o melhor investimento?

Num universo de 5.000 chutadores de opinião, a “curva normal” nos diz que 5 deles vão tirar a sorte grande.

Se você estudou estatística, provavelmente conhece a “distribuição normal”, também conhecida como “curva de Gauss”. Quando trabalhamos com 400 moedas com volume de negociação aceitável, é esperado que 9 (2,2%) destas apresentem um retorno astronômico, muito acima da média. 

Se você é daqueles que precisa “ver para crer”, abaixo encontramos as melhores performances nos últimos 3 meses, filtrando pelas 400 maiores na época.

Repare que temos performances que superam 100% em 3 meses, enquanto Bitcoin e Ethereum caíram cerca de 40% cada. Mesmo analisando somente as altcoins, sua capitalização total de mercado caiu de $1,35 trilhões para $830 bilhões no período (-39%).

Ou seja, a performance dessas 9 criptomoedas acima foi muito fora da média, embora, estatisticamente esperado. Isso é ainda mais verdade em criptomoedas, dado que a volatilidade anualizada das altcoins é de 80%.

O problema da análise pós-fato

Se procurarmos nas redes sociais, certamente vamos encontrar influenciadores e analistas que esperavam um pump forte em Dusk Network, Gala, Syscoin, ou Kee3rV1. É possível que alguém tenha previsto a alta de 3 dessas altcoins. O segredo? Lei dos grandes números.

Num universo de 5.000 chutadores de opinião, a “curva normal” nos diz que 5 deles vão tirar a sorte grande. Isso é ainda mais válido quando esses palpiteiros postam gráficos de 2 moedas por semana em média, gerando 25 recomendações em 90 dias.

E quem “apostou” em 30 altcoins?

Um mito persistente em criptomoeda é a diversificação, ou seja, reduzir riscos escolhendo uma carteira de altcoins. O trader que selecionou as moedas entre #20 e #50 do ranking, por exemplo, obteve um retorno negativo de 39% em 3 meses.

Nem mesmo a alta de 78% em CRO foi capaz de conter a sangria, pois somente 3 moedas apresentaram performance positiva. Dessa forma, fica claro que não existe diversificação de risco em altcoins, algo ainda mais evidente em períodos de forte alta ou queda.

Como se saiu quem alavancou Bitcoin?

Aí que mora o problema, pois uma alavancagem de 2x seria suficiente para causar uma liquidação forçada após uma queda de 46%. Portanto, nesse caso, a cesta de altcoins sem dúvida foi uma opção mais acertada.

Fica claro que a alavancagem, mesmo relativamente baixa, é algo extremamente perigoso. Desse modo, não é recomendável para iniciantes ou pessoas sem experiência no trade de derivativos.

Uma alternativa viável para quem busca mais volatilidade para aproveitar uma recuperação do mercado é manter 50% da posição em Bitcoin, sem alavancagem, e alocar o restante em uma cesta de altcoins.

Para facilitar sua vida, algumas exchanges oferecem índices de altcoins, possibilitando a compra e venda de uma “cesta” através de um único ativo. Evite alavancagem, e faça compras regulares todo mês!

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Marcel Pechman
Marcel Pechman é trader e analista de criptomoedas desde 2017. Atuou como trader por 18 anos nos bancos UBS, Deutsche e Safra. Além de YouTuber em seu canal RadarBTC, foi reconhecido em diversas premiações como um dos maiores interlocutores do Bitcoin do país. Maximalista convicto, acredita na falência da moeda fiduciária, aquela emitida por governos.

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