Justiça condena líder de esquema com criptomoedas a 20 anos de prisão

As principais vítimas do esquema eram servidores públicos, que acabavam encorajados a realizar empréstimos consignados em seus bancos para investirem nos esquemas.

A Justiça Federal no Amazonas condenou Rodrigo Faria da Silva, um dos diretores do Grupo Lótus/AmazonBank, a 20 anos e 3 meses de prisão. A condenação aconteceu após denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que acusou Rodrigo de vários crimes financeiros.

Conforme reportado pelo Livecoins em janeiro de 2023, as empresas do grupo anunciavam investimentos em criptomoedas, Forex (Foreign Exchange Market), opções binárias (IQ Option) e via HFT (High Frequency Trade).

Rodrigo foi considerado culpado por operar uma instituição financeira sem autorização, gerenciar fraudulentamente essa instituição, obter ganhos ilícitos através de processos fraudulentos, oferecer valores mobiliários sem permissão, atuar como assessor de investimentos sem autorização, além de fazer parte de uma organização criminosa.

20 anos de prisão

Entre 2019 e 2022, Rodrigo e outros membros do Grupo Lótus/AmazonBank movimentaram pelo menos R$ 156 milhões em um esquema fraudulento que afetou pessoas no Amazonas, Pará, Rio Grande do Norte e Roraima.

Rodrigo é o primeiro a ser condenado, enquanto outros sete envolvidos ainda aguardam julgamento.

O MPF revelou que o grupo usava diversas empresas para oferecer investimentos fraudulentos, prometendo rendimentos de até 300%, muito acima do que é considerado realista no mercado.

O AmazonBank, por exemplo, oferecia serviços típicos de um banco, como contas online e cartões de crédito, mas sem autorização do Banco Central.

Os principais alvos do esquema eram servidores públicos, que eram incentivados a fazer empréstimos para investir no grupo, atraídos por promessas de altos lucros. A divulgação era feita intensivamente pela internet e mídias sociais, mostrando falsos testemunhos de sucesso e patrocínios de eventos.

As investigações mostraram que os valores investidos pelos clientes eram em grande parte desviados para contas pessoais dos envolvidos e para manter o esquema em funcionamento, típico de uma pirâmide financeira.

Rodrigo, que antes ganhava R$ 1,5 mil, passou a ostentar uma vida de luxo, com viagens internacionais e carros caros.

Além da pena de prisão, Rodrigo terá de pagar uma multa. Apesar da condenação, ele ainda pode recorrer da decisão.

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Vinicius Golveia
Vinicius Golveia
Formado em sistema da informação pela PUC-RJ e Pós-graduado em Jornalismo Digital. Conhece o Bitcoin desde 2014, atuando como desenvolvedor de blockchain em diversas empresas. Atualmente escreve para o Livecoins sobre assuntos de criptomoedas. Gosta de cultura POP / Geek. Se não estiver escrevendo notícias relevantes, provavelmente está assistindo alguma série.

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