Americana é sentenciada a 13 anos de prisão por financiar grupo terrorista com Bitcoin

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Uma mulher de 27 anos residente em Nova York (EUA), foi declarada culpada pelo envolvimento com o grupo terrorista ISIS. De acordo com informações das autoridades americanas, ela foi capaz de fraudar diversos bancos do país entre os meses de março e junho de 2017.

Desta forma, a cidadã norte-americana arrecadou um montante de aproximadamente 150 mil dólares. A investigação confirmou que ela depositou o valor em Bitcoin para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Dados levantados pela investigação confirmaram que a mulher  obteve mais de uma dúzia de cartões de créditos falsos. Com eles, ela comprou cerca de 62 mil dólares em Bitcoin, além de outras criptomoedas, até juntar os 150 mil dólares.

Em seguida, a mulher realizou transferências deste dinheiro para locais no Paquistão, China e Turquia. Posteriormente, foi possível ver que tratavam-se de postos de comando do grupo terrorista.

Ela foi formalmente acusada do crime em dezembro de 2017, e se declarou culpada no mês de novembro de 2018. Recentemente, a sentença dela foi deferida em um total de 13 anos de prisão.

A sentença inicial era de 20 anos de prisão, mas um acordo foi firmado com o advogado da mulher. Agora, a residente de Brentwood será conduzida para a prisão.

O caso da americana é apenas um exemplo de como organizações terroristas como a ISIS usam as criptomoedas para financiar suas atividades.

A descentralização e o anonimato que este tipo de transação possibilita acaba sendo um facilitador de uso por parte dos criminosos. Pessoas como ela acabam sendo recrutadas em todo o mundo, e muitas vezes usam os ativos digitais para realizar qualquer tipo de ação de natureza monetária.

Além do ISIS, outros grupos terroristas como o Hamas e a organização terrorista da Palestina já contaram com Bitcoin e outras criptomoedas para suas ações.

Estes grupos costumam receber financiamentos de ativos digitais vindo de diversos países. Estes montantes normalmente se concentram em locais como Qatar e Irã. Mas apesar deste preocupante quadro, um padrão nestas transações já foi identificado pelas forças de segurança.

Mesmo com todas as facilidades que o BTC e outros ativos digitais oferecem, os terroristas ainda preferem financiamento em dinheiro. Desta forma, as investigações para detectar fontes de operações destes grupos acabam sendo mais eficientes. Já nos casos como o de Zoobia, também é possível identificar onde este tipo de crime ocorre, embora seja mais trabalhoso. Assim, um monitoramento contínuo é feito com este fim.

Jeferson Scholz
Jeferson Scholz
Jornalista. Escrevi dois artigos acadêmicos publicados no congresso de comunicação INTERCOM, e fui diretor do documentário universitário "Planeta dos Desmortos - O Mito Zumbi".

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