Argentina aumenta custo de energia para mineradores de bitcoin

Energia dos argentinos que mineram criptomoedas deve ficar mais cara até outubro de 2023.

O Ministério da Economia da Argentina, em uma nota publicada na última terça-feira (25), anunciou um novo aumento de custos de energia para os mineradores de bitcoin e criptomoedas no país.

A medida entra em vigor no dia 1 de agosto, e vai até o dia 31 de outubro de 2023. A Secretaria de Energia do país foi a responsável pelo anúncio da nova medida.

Além dos mineradores de bitcoin, outras empresas que consomem muita energia devem pagar mais para acessar a rede elétrica do país. Isso porque, a Argentina entende que durante este período, devido à seca, há uma pressão na produção de energia, e empresas que consomem mais devem pagar mais.

Mineradores de bitcoin sob pressão com aumento de custos de energia na Argentina

O diretor nacional Marcelo Daniel Positino, da Direção Nacional de Regulação e Desenvolvimento do Setor Elétrico, assinou o documento, divulgado de Buenos Aires na última terça.

Assim, ficará definido que todos os mineradores de bitcoin argentinos paguem 17.240 pesos argentinos, pelo seu consumo em Megawatt-hora. Na conversão para o Real brasileiro, os mineradores pagarão R$ 300,00 por hora de consumo.

O valor de fato é alto, e o maior definido para o consumo da rede elétrica na Argentina para os próximos três meses, o que pode dificultar as atividades dos mineradores locais.

Medida na Argentina aumenta os custos dos mineradores de bitcoin e criptomoedas
Medida na Argentina aumenta os custos dos mineradores de bitcoin e criptomoedas. Reprodução.

Vale lembrar que o governo argentino tem rastreado empresas de mineração e exigindo sua regulamentação perante autoridades. Com isso, todos que desempenham a atividade no país estão sob pressão.

Nova cobrança tem como referência uma regra de 2022

Para a nova cobrança extra aos mineradores de bitcoin e criptomoedas argentinos, o governo seguiu o entendimento de regras criadas ainda em 2022.

Na ocasião, a Resolução nº 40 de 31 de janeiro de 2022, a Secretaria de Energia do Ministério da Economia local definiu regras para os mineradores.

Assim, um estudo completo foi encomendado para mostrar qual a necessidade de consumo elétrico das empresas mineradoras de criptomoedas.

A conclusão daquele estudo indicou que “o consumo de energia elétrica da atividade de mineração de criptomoedas apresenta um perfil de consumo caracterizado por sua intensidade e consistência, tanto a cada hora quanto sazonalmente, cuja emergência apresenta desafios à infraestrutura da área de concessão à qual eles se conectam“.

Portanto, o governo decidiu adotar uma cobrança de energia diferenciada, cobrando quatro vezes mais para os mineradores entre fevereiro e abril de 2022, que agora em 2023 volta a ocorrer entre os meses de agosto e outubro.

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Gustavo Bertolucci
Gustavo Bertoluccihttps://github.com/gusbertol
Graduado em Análise de Dados e BI, interessado em novas tecnologias, fintechs e criptomoedas. Autor no portal de notícias Livecoins desde 2018.

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